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Bloco responde a Cavaco: “Quem escolhe em democracia é o povo”

Pedro Filipe Soares respondeu ao apelo de Cavaco Silva para que os portugueses escolham “uma maioria estável” nas legislativas de 4 de outubro. Para o líder parlamentar do Bloco, a tentativa do Presidente para “tutelar a democracia” representa “um abuso face aos seus poderes constitucionais”.
Foto Paulete Matos.

“É uma chantagem esta tentativa de tutelar a democracia que PR faz na sua insistência continuada na necessidade de uma maioria absoluta”, afirmou Pedro Filipe Soares, em reação à mensagem do Presidente da República.

Cavaco Silva defendeu que a próxima eleição se realiza numa altura “particularmente importante para o futuro de Portugal”, porque "o país continua sujeito a regras muito exigentes a regras de disciplina financeira". E concluiu que ”os portugueses têm o direito de exigir um governo estável e duradouro”, com entendimentos que garantam uma “maioria estável no parlamento”.

Para o líder parlamentar do Bloco de Esquerda, “a mania da maioria absoluta que o Presidente da Rpepública tem apresentado é apenas uma tentativa de imposição de uma inevitabilidade às pessoas para que as eleições não mudem grande coisa, para continuar aquela ideia do vira o disco e toca o mesmo e para garantir que os interesses instalados nunca são beliscados”.

“Quem escolhe na democracia é o povo. Não temos uma democracia tutelada”, prosseguiu Pedro Filipe Soares, lembrando que foram maiorias absolutas que “privatizaram muitas empresas estratégicas do país, que salvaram bancos dos buracos criados por privados à custa de dinheiro público, que cortaram salários e pensões e criaram um enorme desemprego”.

“Quem escolhe na democracia é o povo. Não temos uma democracia tutelada”, prosseguiu Pedro Filipe Soares, lembrando que foram maiorias absolutas que “privatizaram muitas empresas estratégicas do país, que salvaram bancos dos buracos criados por privados à custa de dinheiro público, que cortaram salários e pensões e criaram um enorme desemprego”.

“Se é esta a estabilidade que as maiorias defendidas pelo Presidente da República sustentam, ela é conseguida à custa de uma enorme instabilidade na vida das pessoas”, acrescentou.

“Cada pessoa sabe bem que o seu voto conta tanto como o de Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho ou Paulo Portas” e também já perceberam, acrescentou Pedro Filipe Soares, “que a ideia de que a austeridade é inevitável também vem dos mesmos que querem uma democracia tutelada e fazem esta chantagem para tentar impedir o livre voto das pessoas”.

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