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Trabalhadores da Soares da Costa lutam contra salários em atraso

Dezenas de trabalhadores concentraram-se à entrada dos estaleiros da construtora Soares da Costa, em Gaia, para protestarem contra o atraso nos pagamentos dos salários tanto em Portugal como em Angola e Moçambique.
Soares da Costa não paga desde maio aos trabalhadores portugueses em Angola

A empresa liderada por António Mosquito comunicou na segunda-feira que iria pagar 500 euros dos salários de junho, mas os trabalhadores não abrem mão de receber já o salário a que têm direito, ao mesmo tempo que contestam as ameaças de despedimento coletivo.

Os trabalhadores da empresa deslocados para Angola ainda não receberam sequer o salário de maio, enquanto em Portugal ainda estão em falta o resto do salário de junho e o subsídio de férias.

Na segunda-feira, os trabalhadores concentraram-se à porta da sede da empresa, no Porto, e apelaram ao presidente da Câmara para que "mova a sua intervenção política em defesa dos trabalhadores e na responsabilidade social que impende sobre a empresa”.

Em Angola, a situação dos 400 trabalhadores portugueses da Saores da Costa agrava-se a cada dia e o protesto ameaça subir de tom. Em declarações à Lusa, o presidente do Sindicato da Construção Civil, Albano Ribeiro, explicou que em Angola há "cerca de 400 trabalhadores" com salários em atraso e que ameaçam "pegar fogo a tudo", designadamente aos "camiões e contentores onde dormem".

O Sindicato acrescenta que "quer em Portugal quer em Angola, a Soares da Costa tem milhões de euros nos bancos e há muitos trabalhadores e suas famílias que estão a recorrer a familiares para se alimentarem".

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