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Realizadora de “Citizenfour” põe Washington em tribunal

Laura Poitras, a realizadora que no ano passado venceu um Prémio Pulitzer e um Óscar pelo documentário sobre Edward Snowden, exige saber a razão de ter sido durante seis anos constantemente barrada, interrogada e revistada mais de 50 vezes em aeroportos nos EUA e no estrangeiro.
Foto PopTech/Flickr

Ao abrigo da Lei de Liberdade de Informação, Laura Poitras questionou em 2013 a administração norte-americana sobre a razão deste procedimento intimidatório de que é vítima quase sempre que viaja, por aparentemente representar uma ameaça à segurança nacional.

Como não obteve nenhuma resposta, decidiu processar os Departamentos nacionais de Justiça, Segurança Interna e o diretor dos serviços de informações para que tornem públicos os documentos que serviram de base à atuação das forças de segurança contra ela entre 2006 e 2012.

Apoiada pelo departamento jurídico da Electronic Frontier Foundation, organização que defende a liberdade de expressão na internet, Laura Poitras espera agora conseguir respostas para o assédio de que foi vítima durante anos por parte dos serviços de segurança.

Desde 2002, quando o caso veio a público através do jornalista Glenn Greenwald - que foi com Poitras encontrar-se com Edward Snowden, dando origem às revelações bombásticas sobre a vigilância secreta norte-americana sobre o planeta – a realizadora contou com a solidariedade de colegas de profissão e deixou de ser assediada nos aeroportos. Mas não desiste de conhecer as verdadeiras razões que levaram os EUA a decretar vigilância apertada sobre a sua vida.

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