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FMI avisa que é preciso cortar muito mais na dívida grega

As propostas da cimeira europeia para restruturar a dívida grega são insuficientes, diz um relatório confidencial do FMI, entregue esta segunda-feira aos governos da zona euro.
Foto União Europeia ©

“A deterioração dramática da sustentabilidade da dívida torna necessário o alívio da dívida a uma escala que teria de ir bem para além do que foi pensado até agora – e do que foi proposto pelo Mecanismo de Estabilidade Europeu”, diz o relatório do Fundo Monetário Internacional a que a agência Reuters teve acesso.

O relatório é confidencial e aponta a asfixia ao sistema bancário grego nas últimas semanas, desde que o BCE cortou na liquidez de emergência e obrigou ao encerramento dos bancos após convocado o referendo, como a causa principal desta revisão em alta dos cortes da dívida necessários para garantir a sua sustentabilidade.

O rácio de dívida face ao PIB grego deverá subir aos 200% nos próximos dois anos e 170% em 2022, altura em que as estimativas apontavam para 142%, acrescenta ainda o mesmo relatório divulgado apenas após a reunião de Bruxelas.

Para o FMI, os países europeus deveriam conceder um período de carência de 30 anos no pagamento do serviço da dívida dos novos e anteriores empréstimos, uma grande extensão de maturidades ou, em alternativa, financiar o orçamento grego todos os anos ou aceitar “cortes severos” na dívida gerada pelos seus empréstimos à Grécia, aconselha o Fundo.

Esta terça-feira, o diretor adjunto do FMI, Zhu Min, insistiu na necessidade da restruturação da dívida grega. “Dado que o rácio da dívida é tão elevado, precisamos de arranjar uma forma adequada de aliviar e restruturar a dívida para reduzir os sacrifícios e ajudar a economia a arrancar”, afirmou o economista chinês.

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