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Trabalhadores dos STCP prevêem rutura dos transportes em setembro

Se não houver adminssão de motoristas antes do fim do horário de verão, os autocarros do Porto só conseguirão assegurar 55% das viagens, diz o Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes da Área Metropolitana do Porto.
Foto STCP

"Se nada for feito até ao início do novo ano escolar a Sociedade de Transportes Coletivos do Porto (STCP) entrará em rutura", admitiu o sindicato, em comunicado citado pela agência Lusa.

Para o presidente do STTAMP, "há um défice de 140 motoristas na operação e, com o atual efetivo, apenas será possível cumprir cerca de 55% dos serviços a partir de setembro".

Os sucessivos incumprimentos dos horários nos últimos anos têm provocado a perda de qualidade no serviço, com atrasos nas viagens e horários que não são cumpridos. Os utentes queixam-se e os motoristas já denunciaram o aumento do número de agressões de que são vítimas, por parte de utentes que os responsabilizam a eles pelos atrasos.

Os trabalhadores dos transportes coletivos do Porto lamentam que que a STCP aponte a "subconcessão como causa para não admitir trabalhadores”. "Ninguém sabe quando ou como o concessionário assume a empresa e os problemas multiplicam-se. O clima de indefinição é tal que a empresa se encontra paralisada, sem tomar decisões estratégicas e, pior do que isso, está a delapidar o seu principal património: os clientes", diz Zeferino Silva, presidente do STTAMP.

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