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Erros nos concursos fazem temer novo caos na abertura do ano letivo

Os sindicatos de professores estão a alertar para mais uma série de erros nas listas de colocações publicadas na sexta-feira. O cenário de caos na abertura do ano letivo pode vir a repetir-se este ano.
Erros nos concursos: este ano pode voltar a haver muitas salas de aulas vazias nas primeiras semanas do ano letivo.

Esta quinta-feira a Fenprof vai reunir com os técnicos do Ministério da Educação para apresentar os erros detetados nas listas agora publicadas. Segundo a frente sindical, “o pior que poderia acontecer seria, a problemas que possam surgir em setembro, acumular outros que se arrastassem da fase que está agora a ser concluída”.

Entre os problemas já detetados estão as colocações em vagas que não existem, existência de vagas não preenchidas apesar de terem existido candidatos, ultrapassagens no concurso externo que excluíram docentes com maior graduação, entre muitos outros aspetos enumerados na página da Fenprof.

Para corrigir os erros, a Fenprof propõe várias alternativas ao Ministério: “divulgar novas listas de colocação, pelo menos em alguns grupos (como poderá ser o caso da Educação Especial); colocar docentes em lugares que foram, entretanto, ocupados, duplicando assim a colocação em algumas escolas; atribuir aos que foram vítimas de erros colocação em vaga que entretanto surja”.

Só a resolução atempada destes problemas poderá evitar “o recurso à via jurídica e retirará o problema de um momento mais complexo da vida das escolas”, conclui a Fenprof.

FNE: “Ministério não salvaguardou as legítimas expetativas dos candidatos”

Também a Federação Nacional dos Professores contesta a lista divulgada pelos serviços da 5 de Outubro, considerando “imprescindível e da mais elementar justiça que o MEC encontre uma solução para esta enorme iniquidade”.

“Face aos resultados dos concursos tornados públicos, a FNE não pode deixar de manifestar a sua mais veemente oposição e perplexidade, atendendo às injustiças que o mesmo contém, evidenciando o MEC uma insensibilidade total em relação às denúncias que a FNE em devido tempo anunciou como resultado das opções que o MEC estava a promover”, diz a FNE em comunicado, enumerando também alguns dos erros detetados nas listas.

O Ministério da Educação anunciou esta semana o adiamento por uma semana da abertura do próximo ano letivo, de 15 para 21 de setembro. Na sequência deste anúncio, e "tendo em consideração o histórico de gestão desta tutela", o Bloco de Esquerda requereu a presença urgente de Nuno Crato na Comissão Parlamentar de Educação para dar expplicações aos deputados.

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