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"A Grécia não está a lutar por si, está a lutar por toda a Europa"

Durante a concentração de solidariedade com a Grécia, que juntou cerca de 500 pessoas no Largo Camões, Catarina Martins repudiou a chantagem a que está a ser sujeito o povo grego.

Segundo a porta-voz bloquista, é preciso "insistir que não aceitamos que a Europa seja a da chantagem e não a da democracia". "A Grécia não está a lutar por si, está a lutar por toda a Europa", vincou.

 A deputada do Bloco Mariana Mortágua também participou no protesto. A seu ver, em causa está não só lutar pela Grécia mas também pela possibilidade de ter um futuro diferente do que o que nos está a ser imposto atualmente.

 Já o historiador Fernando Rosas, que falou como porta-voz do grupo de cidadãos que organizou o protesto, frisou que “as forças dominantes na Europa, sob condução alemã, estão a tentar impedir, cercar, garrotear o Governo grego", defendendo “o direito do povo grego de escolher".

 "Neste momento, estamos numa situação tão crítica para o conjunto da União Europeia e não só para a Grécia, que era preciso que as vozes das pessoas comuns chegassem a Bruxelas e fossem ouvidas", salientou, por sua vez, José Castro Caldas.

 Para o economista, trata-se da "questão da irracionalidade" como a questão grega está a ser abordada pelas instituições europeias. "Caso a situação evolua de forma negativa, Portugal é o país que tem a situação mais vulnerável e não há cofres cheios que durem muito em caso de um acontecimento catastrófico na zona euro", alertou.

Durante a iniciativa, Joana Lopes leu um testemunho da manifestação de domingo na Praça Syntagma. 

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