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Regime angolano prende jovens ativistas

O serviço de investigação do ministério do interior de Angola prendeu neste sábado, 20 de junho, 16 jovens ativistas cívicos, sob a acusação de que “se preparavam para realizar atos tendentes a alterar a ordem e a segurança pública do país”. Para os ativistas, trata-se de “uma campanha do regime angolano de silenciar vozes críticas”.
Ativistas referem que foram presos 16 (e não 13, como refere o ministério angolano) “ativistas cívicos, conhecidos por jovens revolucionários ou simplesmente revús”

Em comunicado, o serviço de investigação criminal do ministério do Interior de Angola anuncia que “no âmbito do seu trabalho devidamente mandatados, realizaram várias diligências nesta cidade de Luanda, que culminaram na detenção em flagrante delito de 13 cidadãos nacionais que se preparavam para realizar atos tendentes a alterar a ordem e a segurança pública do país”.

Em texto publicado no facebook, os ativistas referem que foram presos 16 (e não 13, como refere o ministério do Interior angolano) “ativistas cívicos, conhecidos por jovens revolucionários ou simplesmente revús”.

O artigo refere que os jovens “têm participado numa formação de filosofia ideológica de revolução pacífica (o desafio político), ministrado pelo jornalista e ativista Domingos Da Cruz Maninho, no bairro Vila Alice, onde a maioria dos jovens foram surpreendidos hoje pela Polícia”.

Encontram-se detidos, entre outros: “Dito, Arante Kivuvu, Manuel Nito Alves, Nelson Dibango dos Santos, Nicolas "o Radical", Itler Samussuku, Dago Nível Intelecto, o jornalista Sedrick de Carvalho, o Mbanza Hamza e o Luaty Beirão”.

Alguns ativistas “foram surpreendidos em suas residências, algemados e detidos pela Polícia, como foi o caso do Luaty Beirão, o Nelson Dibango dos Santos, o Manuel Nito Alves e o Mbanza Hamza”.

Comunicado do serviço de investigação criminal do ministério do Interior de Angola

Os serviços de investigação do ministério do Interior de Angola aprenderam uma série de materiais, como: computadores, telefones, e outros.

O comunicado do ministério refere que irá apresentar os detidos e as provas recolhidas ao Ministério Público para o "cumprimento de mais formalidades legais".

Os ativistas salientam que “não é a primeira vez que os jovens revolucionários são surpreendidos, espancados e detidos pelo regime angolano”.

Lembram que “em 2011 e 2012, por várias ocasiões, os jovens foram surpreendidos em seus encontros por elementos armados, civis, fardados e milícias, que torturaram-nos com barras de ferros e porretes sob o apontar de armas em recintos fechados, resultando em feridas graves, braços e cabeças partidas”.

“O evento de hoje, faz parte de uma campanha do regime angolano de silenciar vozes críticas, criminalizando direitos constitucionalmente garantidos, principalmente as liberdades de reunião e de manifestação, e o exercício da liberdade de expressão”, apontam os ativistas.

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