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Esquerda alemã protesta no parlamento em solidariedade com a Grécia

Os deputados do Die Linke ergueram cartazes de solidariedade com a Grécia num debate parlamentar com Angela Merkel, a poucas horas do início da reunião do Eurogrupo. E Alexis Tsipras escreveu um artigo num diário alemão a explicar aos leitores que não são eles que pagam as pensões dos gregos.
Protesto dos deputados do Die Linke esta quinta-feira no parlamento alemão.

A ação dos deputados do Die Linke durante o plenário do Bundestag ocorreu no fim da intervenção do deputado Diether Dehm, que acusou o FMI de levar a cabo uma “política criminosa” ao querer cortar as pensões e aumentar o IVA da eletricidade à Grécia.

O protesto coincide com a cimeira dos ministros das Finanças da zona euro, a decorrer no Luxemburgo, que não deverá trazer novidades sobre as negociações entre Atenas e os credores. Varoufakis, Schäuble e Dijessembloem já fizeram declarações no sentido de que não esperam grandes progressos nesta reunião, com o ministro grego a dizer que a questão será decidida politicamente ao mais alto nível. Depois de rejeitarem todas as propostas que os negociadores gregos fizeram para cobrir a diferença nas metas orçamentais, Christine Lagarde e o líder do Eurogrupo continuam a dizer que estão à espera de mais propostas de Atenas.

Antes do protesto no parlamento alemão durante a apresentação de uma declaração política do governo, o líder do partido Gregor Gysi já tinha alertado para as consequências para a integração europeia de uma saída da Grécia da zona euro.

Na edição de hoje do diário Der Tagesspiegel, Alexis Tsipras escreveu um artigo para tentar desmontar o mito de que os gregos se reformam muito cedo e recebem pensões altas, com a conta a recair sobre os contribuintes alemães. O primeiro-ministro alemão explica que as pensões e subsídios sofreram cortes de 50% em média e que os números da despesa com as pensões na Grécia, que aumentou em relação ao PIB quando este caiu drasticamente por causa das políticas de austeridade. Tsipras apresenta as suas propostas de reforma no sistema, enquanto argumenta que independentemente delas, o verdadeiro problema da segurança social grega está na quebra de receitas provocada pelo desemprego e os baixos salários praticados no país.

No próximo sábado, dia mundial dos refugiados, o Die Linke e outros partidos e movimentos convocam uma manifestação em Berlim contra as mortes no Mediterrâneo e as políticas de imigração europeias, que coincide também com o início da semana de solidariedade com a  Grécia, país que tem sido, a par de Itália, o primeiro destino dos refugiados sírios na Europa.

Diether Dehm, DIE LINKE: »Diese Wirtschaft tötet! Solidarität mit Griechenland!«

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