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Vacina da BCG em rutura sucessiva há um ano

“As falhas no fornecimento de vacinas são constantes e a BCG encontra-se em rutura sucessiva há um ano”, alerta o Bloco de Esquerda, que pergunta ao Governo, nomeadamente, se reconhece a gravidade da situação e quando prevê a regularização no fornecimento da BCG.
“As falhas no fornecimento de vacinas são constantes e a BCG encontra-se em rutura sucessiva há um ano”, alerta o Bloco de Esquerda

O Bloco de Esquerda questionou esta semana o Governo sobre a rutura sucessiva da vacina da BCG, desde há um ano (aceda à pergunta na íntegra).

O documento refere que “ao longo do último ano, têm vindo a registar-se sucessivas ruturas no fornecimento de Bacillus Calmette-Guérin (BCG)”, salienta que “a vacina da BCG está de novo em falta” e exemplifica que “no Centro de Saúde de Sete Rios, em Lisboa, a última vacina foi administrada em abril e, atualmente, a previsão de chegada de mais vacinas é apenas para o mês de julho”.

O Bloco lembra que, em julho de 2014, a Direção Geral de Saúde emitiu um comunicado referindo “haver dificuldades no fornecimento da vacina BCG devido a 'problemas de produção'” e prevendo a “regularização do fornecimento no fim do mês de julho”. No entanto, “passou quase um ano e a situação continua por resolver”, realça o partido.

O Bloco lembra também que questionou o Governo, em outubro de 2014, sobre a interrupção do tratamento a um doente oncológico que implicava a administração de BCG na bexiga, na unidade de oncologia do Hospital de Guimarães. “Em finais de 2014, este tratamento ainda não tinha sido reiniciado”, refere o Bloco, que salienta que “apesar do prazo de resposta a esta pergunta estar claramente ultrapassado, até hoje o Governo ainda não respondeu”.

O documento lembra ainda que, no final do ano passado, em resposta a uma pergunta do Bloco, o Governo confirmou que a vacina continuava esgotada e continuava a referir que “em relação à vacina BCG, prevê-se a sua regularização para breve”.

O Bloco sublinha “que a rutura no fornecimento de vacinas que integram o Programa Nacional de Vacinação não é nova, muito pelo contrário, e a argumentação do Governo não é também inédita” (“problemas de fabrico por parte dos produtores”, ou “foi uma situação pontual, motivada por um atraso no procedimento de aquisição das mesmas”; ou tratou-se de um “problema na aquisição das vacinas; ou é “uma situação pontual, cuja repetição não é previsível”).

O documento conclui “que as falhas no fornecimento de vacinas são constantes e a BCG encontra-se em rutura sucessiva há um ano”, que esta situação é grave, “implica atrasos muito significativos nos programas de vacinação e também nos tratamentos que carecem de BCG” e considera que “é urgente que o Governo encare este problema de frente e implemente medidas urgentes que permitam acautelar o fornecimento de BCG ao país de modo a cumprir o Programa Nacional de Vacinação bem como a garantir a implementação dos tratamentos de doentes oncológicos que implicam esta terapia”.

O Bloco pergunta ao governo se reconhece a gravidade da situação, o(s) motivo(s) da rutura sucessiva da BCG há um ano, quando prevê a regularização no fornecimento de BCG, quantas crianças não receberam a vacina da BCG no período estipulado pelo Programa Nacional de Vacinação, “quantas crianças aguardam atualmente a toma da vacina da BCG”, “que medidas foram/estão a ser implementadas para garantir a disponibilização de BCG aos doentes que estão a efetuar tratamentos oncológicos” e “que indicações foram dadas aos serviços de oncologia relativamente aos procedimentos a adotar para com os doentes que estão a fazer tratamento com BCG”.

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