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Criança não vacinada continua internada em estado grave

A criança de seis anos contraiu difteria, uma doença que a Catalunha não via desde 1983. Os seus pais diziam-se anti-vacinas até ao passado fim de semana. Espanha agradece à Rússia por ter disponibilizado o antídoto que já não existe nos hospitais europeus.
Foto Carlos Reusser Monsalvez/Flickr

Os primeiros sintomas de difteria deste rapaz de seis anos manifestaram-se a 23 de maio e apanharam as autoridades sanitárias espanholas de supresa. O país não dispunha da antitoxina necessária para tratar uma doença não diagnosticada na Catalunha desde 1983 e no território espanhol desde 1987.

Os médicos do hospital de Vall d’Hebron já administraram as sete doses da antitoxina disponibilizada pela Rússia, mas a criança permanec em estado muito grave nos Cuidados Intensivos.

O caso da criança catalã está a indignar o país e os pais da criança - que tal como o resto da família receberam a vacina no passado fim de semana - têm sido o alvo das críticas pela irresponsabilidade manifestada face à saúde dos seus filhos.

A difteria é uma doença altamente contagiosa e que integra o plano nacional de vacinas em Espanha. Mas os pais da criança seguiram a propaganda anti-vacinas que tem ganho adeptos nos últimos anos, expondo a criança à infeção potencialmente fatal.

“As consequências da não vacinação das crianças podem ser dramática. O direito à vacinação é das crianças, não é uma escolha dos pais”, afirmou o diretor-geral de Saúde espanhol, Ruben Moreno, ao El País.

O caso da criança catalã está a indignar o país e os pais da criança - que tal como o resto da família receberam a vacina no passado fim de semana - têm sido o alvo das críticas pela irresponsabilidade manifestada face à saúde dos seus filhos.

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