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Presidente do Metro e Carris não sabe se privados trazem benefícios

Em declarações à Antena 1 em dia de greve no Metropolitano de Lisboa, Rui Loureiro defende que a concessão a privados vai acabar com as "greves políticas", mas nunca viu números que provem benefícios para as contas das empresas.
Foto Paulete Matos.

O presidente da Transportes de Lisboa, a empresa criada pelo Governo no processo em contrarrelógio para tirar a Carris e o Metro de Lisboa da gestão pública antes das eleições, reconheceu não saber se a entrada dos privados trará benefícios às contas das empresas.

"Sinceramente, não sei. Com tanto número que há para um lado e para o outro, não sei. Estamos muito preocupados com as subconcessões neste momento, fez-se os modelos, os modelos têm de ser comparados com os modelos de concessão, das previsões, e isso não foi efetivamente feito", admitiu o gestor em declarações à Antena 1. Ao Diário Económico, Rui Loureiro já tinha admitido que a empresa pública deverá pagar indemnizações anuais aos privados que ganharem os concursos no valor de 80 milhões de euros, no caso da Carris, e 53 milhões no caso do Metro.

95% de adesão à greve no Metro de Lisboa

Esta terça-feira está a decorrer uma greve de 24 horas que encerrou por completo a circulação do Metro. A Fectrans fala em 95% de adesão a esta paralisação. “A greve tem sido usada pelos trabalhadores do Metro como a última alternativa à intenção de privatizar, de destruir a empresa, numa posição claramente ideológica que não interessa aos trabalhadores, nem à população, nem ao país”, disse à Rádio Renascença Anabela Carvalheira. "Não temos feito a greve pela greve, até porque os trabalhadores, por cada greve que fazem perdem um dia de salário”, acrescentou a sindicalista.

Para o presidente da Transportes de Lisboa, a razão das greves nas empresas de transportes sob a sua alçada têm uma explicação simples: "São greves políticas que têm grande impacto nestas empresas por serem públicas e as pessoas acham que podem lutar contra o governo através dessas empresas. Se as retirarmos da área do Estado, espera-se que essa influência política diminua", prevê Rui Loureiro.

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