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Bloco questiona Governo sobre atuação da PSP em Guimarães e Alvalade

A deputada Cecília Honório pediu explicações à ministra da Administração Interna sobre a agressão a um adepto em Guimarães e as balas disparadas pela PSP após o jogo em Alvalade.
Imagem da agressão policial em Guimarães, após um jogo de futebol.

Os casos de violência policial ocorrida este domingo após os jogos de futebol Guimarães-Benfica e Sporting-Braga devem ser esclarecidos para apurar toda a responsabilidade, defendeu a deputada do Bloco Cecília Honório.

No requerimento entregue à ministra da Administração Interna, o Bloco refere-se à detenção violenta testemunhada em Guimarães por câmaras de televisão de um homem junto aos filhos, com uma agressão ao avô das crianças, mas também às dezenas de balas que foram disparadas em Alvalade, muito perto do Metro, que provocou feridos a seguir ao jogo do Sporting.

"Exigimos ao governo esclarecimentos imediatos sobre a atuação das forças de segurança, cujo papel é evidentemente preservar a segurança das cidadãos e cidadãs em acontecimentos como estes", afirmou Cecília Honório à margem das jornadas parlamentares do Bloco.

"Exigimos ao governo esclarecimentos imediatos sobre a atuação das forças de segurança, cujo papel é evidentemente preservar a segurança das cidadãos e cidadãs em acontecimentos como estes", afirmou Cecília Honório à margem das jornadas parlamentares do Bloco.

"Questionamos o governo sobre as orientações concretas que estão a ser seguidas nestes eventos, a formação dos agentes de segurança e ao mesmo tempo a inspeção que deve ser levada a cabo para averiguar todas estas situações que do nosso ponto de vista indiciam um forte descontrolo e são desproporcionadas", prosseguiu a deputada.

"Pelas imagens assustadoras que vimos, parece-nos que a atuação das forças policiais criou mais problemas do que aqueles que procuram resolver", concluiu Cecília Honório, dizendo tratar-se de "cenas muito tristes para a democracia e para a festa desportiva".

PSP diz que subcomissário foi cuspido pelo pai e insultado pelo avô

O semanário Expresso teve acesso ao auto elaborado na PSP sobre a detenção que está a chocar o país. Na versão policial, o pai da criança terá insultado, ameaçado e cuspido no subcomissário Filipe Silva. E mais: sabendo que estava a ser filmado, tentou tirar proveito da situação, acusa a PSP.

A versão da polícia é desmentida pelas imagens, onde não se vê nenhum ato agressivo da parte do referido adepto nem do seu pai, e o único proveito que tirou foi uma passagem pelo hospital de Matosinhos, onde teve alta na noite de domingo. Em declarações ao Jornal de Notícias, José Magalhães relata que "estava a dar água aos meus filhos quando a polícia veio perguntar o que estávamos ali a fazer". "Expliquei e aconteceu aquilo que todos viram", contou. O empresário sublinha que "não tem nada contra a polícia como instituição", mas gostava de tentar impedir que "uma situação como esta volte a acontecer".

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