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Encontro feminista do Bloco orientado para a ação política

O espírito do Encontro esteve orientado para a intervenção social e política, para a criação de condições para elaborar ou reelaborar propostas de ação política. Aqui o assédio sexual em espaço público foi um aspeto concreto visado. Por Paula Sequeiros.
O espírito do Encontro esteve orientado para a intervenção social e política

O sentido e as direções dos feminismos na atualidade foram o tema do Encontro Feminista que o Bloco organizou, com âmbito (inter)nacional, e localizou no Porto de 15 a 17 de maio, ocupando o sábado e domingo, passando por uma festa feminista na noite de sábado.

O feminista socialista e ecologista e as relações Norte-Sul mereceram um enfoque privilegiado. Outras atividades decorreram em paralelo, como uma livraria com títulos selecionados sobre a temática feminista e LGBT, para pessoas de várias idades. O Teatro do Oprimido foi convocado para encarar e fazer refletir e propor a partir de experiências de opressão vividas no quotidiano, que de tão vulgares parecem “naturais”, como o caso concreto do assédio feito a mulheres em transportes públicos.

Cerca de 150 pessoas passaram pelo encontro que não só debateu as várias formas de exploração e opressão de género como reuniu como participantes de vários géneros.

Os tópicos em foco foram apresentados e debatidos de forma muito participada, com espírito crítico e solidário, tendo sempre presente a perspetiva e a cooperação internacionalista, o cruzamento das lutas com ativistas e teorias contra outras formas de opressão e exploração, como o capitalismo, o colonialismo e o patriarcado. O espírito deste Encontro esteve por sua vez orientado para a intervenção social e política, para a criação de condições para elaborar ou reelaborar propostas de ação política (ver aqui o programa, tópicos e pessoas oradoras).

Aqui o assédio sexual em espaço público foi um aspeto concreto visado, dada a relevância que o tema tem ganho recentemente na nossa sociedade.

O último dia do encontro coincidiu com a celebração do Dia internacional contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia o que foi assinalado com um debate intitulado Este mundo não faz o meu género.

Um momento alto deste Encontro foi a sessão internacionalista em que marcaram presença Marisa Matias, deputada europeia do Bloco, Afroditi Stampoulis, representante do Syriza, Emma Clancy, representante do Sinn Féin, Paula Quinteiro, representante do Podemos e Catarina Martins, porta-voz do Bloco.

Artigo de Paula Sequeiros, para esquerda.net

Sobre o/a autor(a)

Investigadora em sociologia da cultura
Termos relacionados Política
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