You are here

Catarina Martins acusa: Governo quer “vender a TAP por tuta-e-meia”

A porta-voz do Bloco denunciou que o Governo quer vender a TAP “por um terço da borla fiscal” que deu aos futuros compradores do Novo Banco, acusou o secretário de Estado dos Transportes de se desdobrar em declarações a desvalorizar a TAP e criticou: “O Governo anda a criar excêntricos há quatro anos”.

A porta-voz do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, interveio neste sábado no Encontro Feminista, promovido pelo partido e que se realiza neste fim de semana no Porto.

“O Governo está neste momento a ponderar vender a TAP por um valor que é equivalente a um terço da borla fiscal que deu ontem mesmo aos futuros compradores do Novo Banco. É caso para dizer que o Governo anda a criar excêntricos há quatro anos”, criticou a porta-voz do Bloco, segundo refere a Lusa.

“Os CTT foram vendidos por um preço e hoje valem o dobro do valor a que foram vendidos. Uma boa prenda que Passos Coelho deu à Goldman Sachs, à JPMorgan, fazer excêntricos há quatro anos é um Governo incansável nesta venda gloriosa aos interesses privados de tudo o que diz respeito ao país”, declarou a deputada bloquista.

Catarina Martins acusou também o governo de estar num “frenesim” para privatizar tudo “em fim de mandato”, lembrando os casos do Novo Banco, da TAP, dos CTT, dos transportes públicos e do Oceanário.

A dirigente bloquista questionou ainda o facto de o governo de Passos Coelho querer “em apenas um mês abrir o processo da TAP, analisá-lo e entregar a TAP, a maior empresa exportadora nacional, a um privado", quando nem sequer foi capaz de em “três meses ter colocado professores para as escolas poderem funcionar”.

A porta-voz do Bloco acusou o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, por andar a desdobrar-se há semanas em declarações sobre como a TAP está desvalorizada.

“E deve ser extraordinário que quem quer vender, anda a dizer que aquilo que quer vender já não vale. Que vontade têm de vender a TAP por tuta-e-meia, que vontade têm de fazer um mau negócio para o país e fazem com a desculpa de que se a TAP não for vendida entrará em falência”, criticou.

Catarina Martins lembrou ainda que, há 15 anos, apareceu na capa dos jornais que a TAP estava na falência e que tinha de ser vendida.

“Na altura o negócio era com a Swissair. O que aconteceu é que a Swissair já foi à falência. A TAP não. Imaginem se a TAP já tivesse sido vendida à Swissair”concluiu.

Termos relacionados Política
(...)