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Trabalhadores da Carris em greve esta quinta-feira

Trabalhadores da rodoviária de Lisboa Carris agendaram para amanhã uma greve de 24 horas contra o processo de privatização da empresa. Está ainda prevista uma marcha de protesto e um debate para analisar o caderno de encargos do concurso público.
Foto de Paulete Matos.

A paralisação é uma forma de protesto "contra o processo de privatização da Carris, que constituirá a tentativa da constituição de mais uma parceria público-privada, penalizando quer trabalhadores quer utentes, destruindo o serviço público que esta empresa presta hoje à população", avançou Manuel Leal, da Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (FECTRANS), em declarações à agência Lusa.

Os trabalhadores da Carris, CarrisTur e CarriosBus, agendaram ainda uma marcha de protesto, a partir das 7h30, entre a Estação de Santo Amaro, em Alcântara, e a Assembleia da República.

Pelas 10h terá ainda lugar um debate organizado pela Comissão de Trabalhadores (CT) da Carris e algumas das estruturas sindicais. A iniciativa, a realizar-se no cinema São Jorge, terá como objetivo analisar o caderno de encargos e o impacto da privatização para a empresa e os trabalhadores.

A carris prevê a “perturbação do serviço de transporte da Carris, quinta-feira, dia 14 de maio, a partir das 3h (ainda que possam ocorrer perturbações pontuais no final do dia 13 de maio, hoje), prolongando-se a mesma até ao final do último serviço do dia".

O tribunal arbitral do Conselho Económico e Social decretou como serviços mínimos o funcionamento de 50% de 11 carreiras, que desempenham "um papel essencial no acesso das pessoas à rede hospitalar pública e, consequentemente, a necessidade de protecção do direito à saúde, constitucionalmente consagrado".

Na lista das carreiras incluídas nos serviços mínimos estão a 703 (Charneca do Lumiar - bairro de Santa Cruz), a 708 (Parque das Nações - Martim Moniz), a 735 (Cais do Sodré - Hospital de Santa Maria), a 736 (Cais do Sodré - Odivelas) e a 738 (Quinta Barros - Alto de Sto. Amaro).

Também é considerado como serviço mínimo o funcionamento de 50% das carreiras 742 (Casalinho da Ajuda - Bairro da Madre de Deus), 751 (Linda-a-Velha - Estação de Campolide), 755 (Poço do Bispo - Sete Rios), 758 (Cais do Sodré - Portas de Benfica), 760 (Cemitério da Ajuda - Gomes Freire) e 767 (Mártires da Pátria - Estação da Damaia).

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