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Em 2060, será necessário trabalhar mais sete anos para ter reforma

A Comissão Europeia estima que daqui a 45 anos o período contributivo para aceder a pensão de reforma em Portugal será superior em cerca de sete anos, o que representa um dos maiores aumentos entre os Estados-membros da União Europeia.
Foto de Paulete Matos.

Tendo em conta os dados de 2014, a Comissão Europeia prevê que, em Portugal, e até 2060, será necessário trabalhar mais 6,8 anos, face a 2013, para aceder à pensão de velhice completa. O aumento estimado para a média da UE é de quatro anos, sendo que Portugal é o segundo país que regista uma maior subida, sendo apenas ultrapassado pela Grécia (7,1 anos).

No ano passado, o período contributivo foi de 29,5 anos no nosso país. Em 2020, deverá passar para 31 anos, 32,4 anos em 2030, 33,1 anos em 2040, 34,6 anos em 2050 e 36,4 anos em 2060.

A par do aumento legal da idade da reforma, contribuem ainda para esta realidade o fim de muitos esquemas de reformas antecipadas ou critérios de elegibilidade mais restritos.

Mediante o envelhecimento da população, as despesas com a população mais idosa terão tendência para se agravar no espaço da UE. Portugal é um dos dez países nos quais se espera um aumento moderado, até 2,5 pontos percentuais do Produto Interno Bruto (PIB). No que respeita especificamente à despesa associada às pensões de velhice é, inclusive, prevista uma redução, devido à implementação de reformas nos sistemas de pensões.

Entre 2013 e 2060, a população do país cairá de 10,5 milhões em 2013 para 8,2 milhões para 2060. Estima-se que a duração média de vida das mulheres seja de 89 anos e dos homens de 84. Em 2013, as médias eram de 85 para as mulheres e 77 para os homens.

A população com idade superior a 80 anos representará 16,1% da população total, três vezes do que há dois anos atrás. 54,1% das pessoas terão entre 15 e 64 anos (menos do que os 65,7% de 2013) e as crianças com idade até 14 anos equivalerão a somente 11,3% da população (14,7% em 2013). A despesa pública relacionada com o envelhecimento irá fixar-se em 27,3% do PIB (27% em 2013). O custo associado às pensões de velhice deverá, no entanto, registar uma redução de 13,8% em 2013 para 13,1% em 2060.

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