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Estatísticas da precariedade desmentem primeiro-ministro

No debate quinzenal desta semana, Passos Coelho disse que nos últimos trimestres se criou emprego menos precário. O inquérito ao emprego do INE desmente-o.
Foto Eduardo Rocha

Os inquéritos ao emprego do Instituto Nacional de Estatística mostram que o emprego precário cresceu 11% desde o primeiro trimestre de 2013, período que Passos Coelho referiu para justificar que "está a ser criado mais emprego qualificado, menos precário e a tempo mais completo". No mesmo período, os vínculos sem termo cresceram 7%, diz a notícia do portal Dinheiro Vivo.

Os números relativos ao primeiro trimestre do ano foram revelados esta quarta-feira e confirmaram a mesma tendência da precariedade ganhar terreno sobre a contratação sem termo. Contactado pelo Dinheiro Vivo, o INE alertou para o crescimento de formas mais agressivas de precariedade - prestação de serviços a recibo verde, trabalho sazonal sem contrato e situações de trabalho pontuais e ocasionais - que aumentou sempre nos últimos quatro trimestres e regista 127.9 mil casos.

As situações de subemprego a tempo parcial atingem 252 mil casos (43.4% da população empregada a tempo parcial, que por sua vez representa 13% do total de trabalhadores) e os contratos a prazo são agora 645.5 mil.

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