You are here

PT foi ao fundo, mas administradores ganharam 14,3 milhões

O Relatório do Governo da Sociedade da Portugal Telecom revela agora os valores recebidos pelos administradores da empresa no ano em que afundaram a empresa.
Foto Mário Cruz/Lusa

No ano em a empresa apresentou prejuízos de 289 milhões de euros e a exposição ao Grupo Espírito Santo fez colapsar o seu valor, a Portugal Telecom pagou aos seus administradores 14,3 milhões de euros. As contas reveladas pelo Relatório do Governo da Sociedade publicado esta semana indicam que o valor até podia ter sido o dobro, caso a Comissão de Avaliação não tivesse proposto o não pagamento os valores relativos a remunerações variáveis desde 2011 e cláusulas de saída aos administradores Zeinal Bava, Henrique Granadeiro e Pacheco de Melo. Só estes três administradores teriam direito a receber no total 15,3 milhões de euros, mas a Comissão de Vencimentos aprovou a proposta de não lhes pagar essas verbas.

A lista divulgada pelo semanário Expresso diz que Zeinal Bava - que saiu para a Oi em 2013 - ainda recebeu no ano seguinte dos cofres da PT a quantia de 1.61 milhões de euros, relativos à prémios e remunerações variáveis de anos anteriores. No Brasil, Zeinal acumulou este rendimento  aos salários, prémios e outros complementos pagos pela Oi, cujo valor é desconhecido. E quando saiu da presidência da empresa brasileira, teve direito a mais 5,4 milhões de euros de indemnização.

Ainda assim, a lista divulgada pelo semanário Expresso diz que Zeinal Bava - que saiu para a Oi em 2013 - ainda recebeu no ano seguinte dos cofres da PT a quantia de 1.61 milhões de euros, relativos à prémios e remunerações variáveis de anos anteriores. No Brasil, Zeinal acumulou este rendimento  aos salários, prémios e outros complementos pagos pela Oi, cujo valor é desconhecido. E quando saiu da presidência da empresa brasileira, teve direito a mais 5,4 milhões de euros de indemnização.

O administrador financeiro Luís Pacheco de Melo, que saiu da PT depois do escândalo com a aplicação de tesouraria na Rioforte, recebeu 1.38 milhões entre salário fixo, prémios e remunerações variáveis. Henrique Granadeiro, que também se demitiu na sequência do escândalo, levou para casa 1.85 milhões de euros.

O gestor mais bem pago da PT (e de toda a bolsa portuguesa) em 2014 foi Shakhaf Wine, administrador desde 2009 e ligado na última década às telecomunicações no Brasil, depois de fazer carreira na banca de investimento. Quase dois terços dos 4 milhões de euros recebidos foram a título de indemnização pela saída, embora tenha continuado como administrador da empresa. Os pagamentos terão sido feitos por duas subsidiárias da PT SGPS (a PT Brasil e a Bratel Brasil)

A completar a lista de administradores contemplados com mais de 1 milhão de euros no ano em que a empresa afundou estão Carlos Duarte (1,2 milhões) e Manuel Rosa da Silva (1,26 milhões). Outros 20 administradores que constavam da lista de pagamentos da Portugal Telecom receberam ao todo mais 2.8 milhões de euros em 2014.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Sociedade
Comentários (1)