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Nepal: mortos podem chegar aos dez mil

Governo nepalês multiplica apelos à ajuda internacional. ONU estima que um quarto da população do país, 8 milhões de pessoas, foram diretamente afetadas pelas consequências do sismo.
A Torre Dharahara, um dos ícones arquitetónicos do Nepal, ficou reduzida a escombros. O monumento data de 1832 e já tinha sido reconstruído depois de um forte terramoto em 1934. Tinha 5,20 metros de altura, nove andares e um posto de observação no 8º piso. Foto LUSA
A Torre Dharahara, um dos ícones arquitetónicos do Nepal, ficou reduzida a escombros. O monumento data de 1832 e já tinha sido reconstruído depois de um forte terramoto em 1934. Tinha 5,20 metros de altura, nove andares e um posto de observação no 8º piso. Foto LUSA

O primeiro-ministro nepalês, Sushil Koirala, advertiu que a contagem de mortos devido ao terramoto de sábado pode em breve atingir os dez mil.

As estimativas das Nações Unidas referem que oito milhões de pessoas – o que representa mais de um quarto da população nepalesa – foram diretamente afetadas pelas consequências do sismo.

“De acordo com as estimativas iniciais, com base no último mapeamento de intensidade do terramoto, foram afetadas oito milhões de pessoas em 39 distritos, das quais mais de dois milhões vivem nos 11 distritos mais atingidos”, estima a ONU no relatório sobre a catástrofe nepalesa.

"Estamos realmente desesperados por mais especialistas internacionais para sairmos desta crise”, declarou o primeiro secretário do governo nepalês, Leela Mani Paudel.

O governo nepalês renovou os seus apelos à assistência internacional, pedindo todo o tipo de ajuda. Os hospitais do Nepal debatem-se com insuficientes condições para atender o elevado número de feridos.

“Exortamos os países estrangeiros a doarem material especial de assistência e equipas médicas. Estamos realmente desesperados por mais especialistas internacionais para sairmos desta crise”, declarou o primeiro secretário do governo nepalês, Leela Mani Paudel.

Marcos históricos transformados em ruínas

A Torre Dharahara, antes e depois do sismo.

O socialista B.D. Bista fez chegar às redes sociais uma curta descrição da situação dramática que vive o país destruído pelo terramoto. “Em Katmandu, as partes mais antigas da cidade foram as mais duramente atingidas. Também houve danos pesados nalgumas outras áreas. Muitos dos marcos históricos foram transformados em ruínas. Mas muitas casas felizmente sobreviveram ao terramoto e ainda se mantêm de pé. As pessoas refugiam-se em espaços abertos e parques, mas a chuva torna tudo mais difícil. O apoio do governo e das agências internacionais ainda não chegou ao povo. Há medo das epidemias”.

“Algumas áreas fora de Katmandu foram terrivelmente atingidas. As equipas de busca e resgate chegaram muito tarde a estas áreas onde se teme que haja mais vítimas. Vilas inteiras sofreram terrível destruição. E o tempo não ajuda. Tem chovido diariamente desde o primeiro terramoto, o que afeta as operações de socorro. A boa notícia é que chegou ajuda de todo o mundo. Atualmente, quase todo o exército do Nepal, assim como a polícia, foram mobilizados para operações de busca e resgate. O exército indiano e chinês têm participado nas operações. Além destes, estão a trabalhar aqui especialistas em operações de busca e resgate de muitos países, França, Canadá, EUA, Holanda, para só citar alguns. Muito material de socorro está a ser enviado. Esperemos que consigam salvar tantas vidas quanto possível dos destroços.”

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