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Jean-Marie Le Pen terá escondidos 2,2 milhões num banco suíço

Segundo o site francês Mediapart, a conta offshore do fundador da Frente Nacional é na sua maioria composta de lingotes e moedas de ouro. Terá sido aberta pelo antigo mordomo de Le Pen e deverá dar origem a um processo por fraude fiscal e por falsas declarações.
Jean-Marie Le Pen: fraude fiscal e declarações falsas. Foto de staffpresi_esj
Jean-Marie Le Pen: fraude fiscal e declarações falsas. Foto de staffpresi_esj

Jean-Marie Le Pen terá uma fortuna que ultrapassa os dois milhões de euros numa conta offshore num banco suíço, de acordo com o site informativo Mediapart. Cerca de 1,7 milhões são em lingotes e moedas de ouro. O fundador e atual presidente honorário do partido de extrema-direita francesa Frente Nacional (FN), será o principal beneficiário de um trust criado na Suíça.

A conta milionária foi aberta, segundo o Mediapart, por Gérard Gérin, um antigo mordomo do casal Le Pen que hoje é seu assistente e também o tesoureiro da Cotelec, uma associação que financia o partido.

O Mediapart afirma ter conhecimento que a Procuradoria da República na cidade de Nanterre recebeu detalhes importantes e fiáveis oriundos da autoridade antilavagem de dinheiro francesa, a Tracfin. O dinheiro terá estado depositado até maio no banco HSBC, mas foi posteriormente transferido para o banco suíço CBH, nas Bahamas.

As novas informações poderiam levar à abertura de novos processos contra o pai da atual líder do partido, Marine Le Pen, por ter prestado declarações falsas quanto ao seu património à Alta Autoridade para a Transparência da Vida Pública e por fraude fiscal.

Investigação desde 2013

A Brigada Financeira francesa já investiga o património de Le Pen desde 2013. O presidente de honra da FN teria aumentado a sua fortuna pessoal em 1.127.000 euros no período de 2004 a 2009, que correspondeu ao mandato no Parlamento Europeu, um valor considerado suspeito tendo em conta os ganhos declarados oficialmente.

O diário britânico The Guardian recorda também que a Frente Nacional é alvo de diversos inquéritos sobre alegado financiamento ilegal, nomeadamente na campanha de 2011 e nas eleições parlamentares e presidenciais de 2012. E ainda há um pedido do grupo parlamentar socialista para que seja criada uma comissão de inquérito que investigue a natureza dos empréstimos à Frente Nacional provenientes da Rússia – que seriam a base para o apoio político da FN ao presidente russo Vladimir Putin.

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