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Despedimento coletivo na Webasto do Parque da Autoeuropa

A Webasto anunciou, nesta sexta-feira, que vai fazer um despedimento coletivo e encerrará definitivamente a empresa quando terminar a produção do Volkswagen Eos. A coordenadora das CT's do parque alertam que “o próximo ano advinha-se muito complicado para todo o parque industrial, Autoeuropa incluída”.
A coordenadora das CT's do parque alertam que “o próximo ano advinha-se muito complicado para todo o parque industrial, Autoeuropa incluída”.

A Executiva da Comissão Coordenadora das Comissões de Trabalhadores do Parque Industrial Volkswagen Autoeuropa, que reuniu de emergência nesta sexta-feira, 24 de abril, ao ter conhecimento do anúncio oficial do despedimento coletivo na Webasto, lembra que esta empresa já tem vindo a rescindir contratos de trabalho nos últimos dois anos. A Webasto produz os tetos de abrir do VW Eos (produzia 265 por dia em 2006 e 85 em 2009), mas a produção do modelo da Volkswagen tem vindo a ser reduzida.

AS CT's do Parque Autoeuropa referem que continuam “a assistir a rescisões 'amigáveis' por todo o parque industrial” e supõem que também “em sub-fornecedores”, lamentam a “inércia de certas administrações em concorrer a produtos do grupo VW e trazê-los para Portugal”, assim como a redução constante de preços “a que os grupos do setor automóvel, nomeadamente a VW submetem os fornecedores, levando a uma canibalização entre estes, que no limite acaba depois em processos de encerramento, arrastando para o desemprego centenas de trabalhadores”.

As CT's manifestam preocupação com o próximo ano no parque industrial, incluindo a Autoeuropa, porque “os produtos não estão mais novos e sobre novas produções nada se conhece”.

Considerando que “não é a TSU nem o IRC que afastam os investidores de Portugal, mas sim a falta de formação académica e profissional dos atuais e futuros trabalhadores às novas técnicas de produção”, as CT's defendem “que a melhor maneira de manter aqui os trabalhadores, seja na Volkswagen Autoeuropa ou nas empresas do Parque, é com o recurso a formação profissional, aumentando as competências técnicas e académicas” dos trabalhadores, criticando a falta de disponibilidade para isso por parte de muitas empresas e do governo.

As CT's afirmam que vão continuar a contribuir com propostas e a reunir com todas as direções das empresas e com o governo para “encontrar medidas que evitem mais despedimentos coletivos”.

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