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"É inaceitável mexer na TSU"

No fim de uma reunião com a ministra das Finanças, Pedro Filipe Soares reafirma que o Bloco não aceita "esta política de destruição da economia, dos salários, das pensões e dos direitos".
Foto Tiago Petinga/Lusa

A delegação bloquista confrontou a ministra com a intenção de fazer regressar a descida da Taxa Social Única paga pelos patrões para a Segurança Social. Uma medida "que tornará a Segurança Social mais frágil", defendeu o líder parlamentar do Bloco, que não conseguiu obter nenhuma resposta por parte da ministra. "Ficámos com a perceção que há vontade de alterar a TSU e isso para o Bloco de Esquerda é inaceitável, porque consideramos que não podem ser os trabalhadores a pagar a sustentabilidade da segurança social". Maria Luís Albuquerque não adiantou nenhuma medida em preparação, justificando o silêncio com a futura reunião do Conselho de Ministros que irá tratar dessa matéria.

A mesma falta de resposta do Governo ocorreu quando questionado sobre as medidas de austeridade adicional que propõe para garantir o cumprimento das metas do Tratado Orçamental. "Perguntámos se o governo iria insistir em cortar nos salários da administração pública ou reduzir o número de pessoas que ali trabalham, mas o governo não deu nenhuma resposta", lamentou Pedro Filipe Soares.

"Demonstrámos que há alternativas que defendem a economia e as pessoas", conclui Pedro Filipe Soares, insistindo nas prioridades para recuperar a economia: "Acabar com a austeridade, renegociar a dívida e criar emprego".

Para o líder parlamentar bloquista, "o Governo prometeu reformas estruturais na economia e ter uma economia que criasse emprego, mas não é isso que está a acontecer. O que vemos é uma dinâmica económica que não responde à necessidade que as pessoas têm de ter vida, de ter futuro. Uma economia que nas estatísticas até pode ter dados melhores, mas no que toca à vida das pessoas continua as desigualdades, não cumpre a sua função", rematou.

Para além de questionar o governo acerca das medidas que propõe para o próximo período, a delegação bloquista insistiu mas suas alternativas para ir buscar o dinheiro onde ele existe, por exemplo nas rendas abusivas do setor da energia. "Demonstrámos que há alternativas que defendem a economia e as pessoas", conclui Pedro Filipe Soares, insistindo nas prioridades para recuperar a economia: "Acabar com a austeridade, renegociar a dívida e criar emprego".

A reunião com Maria Luís Albuquerque surge no âmbito da ronda de audiências aos grupos parlamentares para a preparação dos documentos no âmbito do semestre europeu, como o Plano Nacional de Reformas, Reformas Estruturais e Reformas Orçamentais. Trata-se de medidas "que vão para lá do mandato deste governo", explicou o líder parlamentar bloquista.

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