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Vistos Gold: Escutas revelam favores a Miguel Relvas e Marques Mendes

O ex-ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares e o antigo presidente do PSD e comentador político foram duas das personalidades que meteram “cunhas” ao ex-presidente do Instituto de Registos e Notariado, António Figueiredo, por forma a verem agilizados processos do seu interesse.
Foto André Kosters, Lusa.

Segundo o Ministério Público, António Figueiredo, ex-presidente do Instituto de Registos e Notariado favoreceu diversas personalidades, por forma a "manter poder de influência sobre indivíduos cuja posição social, profissional ou política" poderia ser "relevante à prossecução dos seus interesses pessoais".

A contrário do que acontece com os “cidadãos comuns”, que para terem acesso a um atendimento prioritário têm de pagar taxa de urgência, e deslocar-se aos próprios serviços, Miguel Relvas conseguiu obter um registo criminal da mulher em apenas duas horas, revelam o jornal i e a SIC.

O documento foi-lhe entregue pelos motoristas do IRN na morada indicada para o efeito. Para tal, o ex-ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares só precisou de enviar por email a António Figueiredo uma cópia do cartão de cidadão da sua esposa. Este episódio teve lugar a 15 de setembro de 2014, altura em que já tinham siso divulgadas notícias sobre a investigação que pendia sob António Figueiredo por suspeitas de corrupção na atribuição de vistos gold.

No que respeita ao antigo presidente do PSD e comentador político Marques Mendes, terá sido pedido a António Figueiredo para agilizar o processo de aquisição de nacionalidade da mulher de um empresário moçambicano (Salimo Abdula) e de aquisição de nacionalidade de uma cidadã brasileira (Geyse Diniz), casada com um comendador.

O futebolista David Luiz, ex-jogador do Benfica, também é referenciado. David Luiz teria deixado a sua autorização de residência caducar. António Figueiredo é chamado a intervir, solicitando o auxílio do então presidente do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Manuel Palos.

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