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Estado Islâmico e Al Qaeda obrigam a evacuação de campo de refugiados

Cerca de 400 famílias palestinianas foram forçadas a abandonar um campo de refugiados em Yarmouk, a sul de Damasco, depois do avanço de militantes jihadistas do Estado Islâmico.
Campo de refugiados em Yarmouk. Foto: UNRWA

“Face ao avanço do estado islâmico, 400 famílias, cerca de 2.000, foram retiradas na sexta-feira e sábado do campo, a partir de duas estradas seguradas, para abrigos na zona limítrofe de Zahira controlados pelo exército sírio”, informou Anouar Abdel Hadi, dirigente da Organização de Libertação da Palestina, à agência noticiosa France Presse.

A mesma fonte indicou que 25 feridos foram transportados para os hospitais de Damasco e Mazzé.

“Podemos retirar todas as pessoas que consigam chegar à cidade de Yarmouk”, acrescentou Abdel Hadi.

O autodenominado Estado Islâmico lançou na quarta-feira uma ofensiva contra o campo de refugiados, a partir de Hajar Aswad, com a colaboração dos jihadistas da Frente al-Nusra, o braço sírio da Al-Qaeda, segundo informações do Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

O grupo Estado Islâmico controla as zonas centro, o sul e oeste do campo, enquanto as forças palestinianas Aknaf Beit al-Maqdess, próximas do Hamas, estão a norte e a leste do local, acrescentou o responsável da OLP.

Por seu lado, a OSDH confirmou que “centenas de pessoas” foram retiradas do campo.

Com 18 mil habitantes, o campo de refugiados palestinianos de Yarmouk localiza-se a cerca de sete quilómetros do centro da capital da Síria, e ali morreram, pelo menos, 26 pessoas desde quarta-feira, contabilizou o OSDH.

Entre as vítimas mortais estão civis, membros do grupo Estado Islâmico e combatentes palestinianos.

A OSDH acrescentou que a aviação síria largou 13 explosivos sobre o campo na noite de sábado para domingo e que os combates continuam.

Entretanto, uma delegação do Governo de Damasco e representantes de vários grupos da oposição síria vão manter conversações em Moscovo entre segunda e quinta-feira para procurar uma solução política para os conflitos no país.

O Ministério dos Assuntos Exteriores russo convidou dezenas de organizações sírias para a segunda ronda de consultas em Moscovo, depois de uma primeira ter decorrido em janeiro, mas alguns do principais movimentos recusaram deslocar-se.

Desde há quatro anos que a Síria enfrenta uma guerra, que já provocou cerca de 220 mil mortos e mais de quatro milhões de refugiados.

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