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Negócio do trabalho temporário cresce em Portugal

As ETT's (empresas de trabalho temporário) faturaram 910 milhões de euros em 2014, mais 4,5% do que em 2013. A maior empresa, a multinacional Randstad, tem 29 mil trabalhadores temporários em Portugal. Precariedade aumenta, negócio das ETT's aumenta.
Aumenta a precariedade, cresce o negócio das ETT - Foto de Paulete Matos

Segundo a Informa D&B, as ETT's preveem um crescimento da faturação de 7% em 2015. Em 2012 a faturação tinha caído 15% e, em 2013, 2%.

O número de empresas de trabalho temporário diminuíram 25% entre 2005 e 2012, mostrando tendência para aumentar a concentração no setor. Entre 2012 e 2014, o número de operadores cresceu apenas 1%. No final de 2014, havia 205 ETT's autorizadas, mais 4 do que dois anos antes. As ETT's empregavam 65.811 trabalhadores em 2013.

Cinco multinacionais (Randstad, Kelly Services, Manpower, Tempo Team e Adecco) controlam quase 40% deste mercado.

A multinacional holandesa Randstad é a maior ETT em Portugal, empregando 29 mil trabalhadores e é a segunda a nível mundial, com presença nos cinco continentes, um volume de negócios global de 17.200 milhões de euros, em 2014, e estando presente em 39 países.

Segundo o “Diário Económico”, a Randstad em Portugal tem clientes em diversos sectores, como hotelaria, retalho, aviação e turismo, indústria, banca e seguros, saúde e contact centers. Nos contact centers a multinacional emprega 11 mil trabalhadores.

O diretor-comercial da Randstad, Luís Gonzaga Ribeiro, diz que “o trabalho temporário cria emprego real e não destrói” e vai mesmo ao ponto de afirmar que as ETT's “ajudam a criar emprego, pois cerca de 80% não seria criado se não existissem agências de emprego”.

Na verdade, o crescimento do trabalho temporário não combate o desemprego e indica sim o agravamento da precariedade e a retirada de direitos aos trabalhadores.

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