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Fórum Social Mundial vai mudar-se para o Quebec

A edição de 2016 do Fórum Social Mundial está marcada para agosto em Montréal. É a primeira vez que o FSM se realiza no hemisfério Norte. No encerramento do FSM 2015, os movimentos sociais aprovaram a agenda de mobilizações, com destaque para a justiça climática, com iniciativas à margem da cimeira de dezembro em Paris.
45 mil pessoas participaram no Fórum Social Mundial realizado na semana passada em Tunes. Foto CIDSE/Flickr

Ao fim de quinze anos, o Fórum Social Mundial vai realizar-se pela primeira vez no hemisfério norte, com a edição de 2016 marcada para agosto em Montréal, no Quebec, anunciou esta segunda-feira Chico Whitaker, um dos fundadores da iniciativa nascida na cidade brasileira de Porto Alegre.

A fechar a edição do Fórum Social Mundial no passado fim de semana em Tunes, a habitual reunião dos movimentos presentes aprovou uma declaração com a agenda comum de mobilizações anticapitalistas. "Apelamos a uma grande mobilização sobre o clima para o mês de dezembro de 2015 em Paris, em paralelo à COP21 [a cimeira do clima]. Façamos de 2015 o ano das mobilizações dos movimentos sociais em todo o mundo pela justiça climática", propõe a declaração subscrita pelas organizações presentes.

Segundo dados revelados pelos organizadores, o FSM 2015 contou com a participação de 45 mil pessoas de 121 países. Cerca de 4500 organizações marcaram presença nas 1200 atividades organizadas nos cinco dias do Fórum.

A próxima ação internacional na agenda de mobilizações é já a 18 de abril, com uma jornada contra os tratados de comércio livre "que os Estados e as transnacionais nos impõem". Os movimentos apelam também à participação nas iniciativas da Marcha Mundial de Mulheres que decorrem até ao mês de outubro e a uma semana de lutas contra o capitalismo de 17 a 25 de outubro.

Os apelos da declaração aprovada em Tunes insistem também na intervenção dos movimentos nas iniciativas "pela paz e contra a guerra, o colonialismo, as ocupações e militarização do nosso território", a par da "democratização dos meios de comunicação social de massas e a construção de media alternativos" ou da liberdade sindical e de intervenção democrática.

O Fórum Social Mundial decorreu na semana passada num país em estado de choque após o ataque terrorista que fez duas dezenas de mortos num museu da capital tunisina. Apesar da mobilização ter sido inferior à da última edição realizada naquele país, os debates e assembleias continuaram vivos e participados, com o balanço final a sublinhar uma melhoria ao nível do debate temático.

Uma das novidades deste FSM2015 foi a criação de um Observatório Magrebino das Migrações, que irá permitir às ONG e associações de defesa dos imigrantes disporem de dados credíveis e verificáveis sobre o fenómeno das migrações.

Segundo dados revelados pelos organizadores, o FSM 2015 contou com a participação de 45 mil pessoas de 121 países. Cerca de 4500 organizações marcaram presença nas 1200 atividades organizadas nos cinco dias do Fórum.

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