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Polícia portuguesa agride vereadores do Bloco Nacionalista Galego

As vereadoras Patricia Marinho Rodríguez e Eva González Pérez e o vereador Xosé Antón Outeiro González do Bloco Nacionalista Galego foram agredidos pelos serviços de segurança portugueses durante um protesto pacífico contra uma manobra de propaganda do Partido Popular espanhol.
Bloco Nacionalista Galego na manifestação do dia da Pátria Galega.

Na tarde de sábado, 28 de março, três vereadores de Salvaterra do Minho do partido de esquerda Bloco Nacionalista Galego, foram retidos e identificados pela GNR durante um protesto contra a situação da Plisán, uma Plataforma Logística e Industrial de Salvaterra-as-Neves, onde já foram despendidos 100 milhões de euros e que está em construção há 14 anos.

Tudo se sucedeu durante um ato de irmandade entre as câmara municipais de Salvaterra e Monção, organizado para celebrar os vinte anos de inauguração da ponte internacional que une ambas as ribeiras do rio Minho.

No início da intervenção de Alfonso Rueda, Conselheiro de Presidência da Junta da Galiza, o vereador do BNG Xosé Antón Colina tentou exibir uma pequena pancarta em que se lia Plisnán = Propaganda eleitoral. Em reação, a polícia portuguesa agrediu Patricia Marinho, outra vereadora do BNG presente, afastando-a violentamente do lugar do protesto, chegando mesmo a arrastá-la pelo chão, causando-lhe ferimentos e contusões que a obrigaram a deslocar-se ao centro de saúde.

Vereadoras do BNG retidas pela GNR

Segundo um comunicado do Bloco Nacionalista Galego, o protesto que a polícia portuguesa tentou impedir tinha como objetivo denunciar publicamente o uso clientelar e propagandístico que, eleição após eleição, o Partido Popular faz dos anúncios do arranque do parque empresarial Plisán. Desta vez, segundo os nacionalistas galegos, está a ser publicitada a instalação, ainda não confirmada, de uma empresa de baterias da Mitsubishi.

O BNG acusa a “atuação policial, consentida pelas autoridades galegas presentes no ato” de “absolutamente desproporcionada” e de ter sido empregada uma “violência desnecessária contra um protesto pacífico dos vizinhos e vizinhas que denunciavam o uso propagandístico de uma iniciativa empresarial de grande importância para o desenvolvimento e criação de postos de trabalho na autarquia”.

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