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Greve dos trabalhadores da vigilância privada teve grande adesão

A greve de dois dias dos trabalhadores da vigilância privada, que decorreu quinta e sexta-feira, 26 e 27 de março, teve grande adesão, segundo o sindicato. Os trabalhadores lutam pelo contrato coletivo e combatem os cortes, nomeadamente no pagamento do trabalho extraordinário.
Greve na Esegur/Porto, foto do STAD

A greve dos trabalhadores da vigilância privada foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD).

Segundo dados do STAD, a paralisação teve adesão de 90% na Loomis, 75% na Esegur. Na Prosegur teve adesão de 95% no transporte de valores, 35% nos piquetes de intervenção rápida, 30% nos aeroportuários do Aeroporto de Faro e 20% no tratamento de valores. No grupo 8 (metropolitano de Lisboa – estações) 40% e 20% nos vigilantes do aeroporto de Faro da Securitas.

A greve contou com o apoio da CGTP e a participação do seu secretário-geral, Arménio Carlos.

Solidarizaram-se com a greve a Uni (federação internacional dos trabalhadores da vigilância privada, onde o STAD é filiado), a Uni da Europa, as CCOO de Espanha e sindicatos do setor de Holanda, Grã-Bretanha, Irlanda, Dinamarca e França.

Na preparação da greve, os trabalhadores fizeram concentrações junto às sedes das associações patronais na passada 6ª feira, 20 de março de 2015.

À Antena Um, o coordenador do STAD, Carlos Trindade, denunciou que, ao fim de três anos de negociação do contrato coletivo, a situação é de impasse, porque as empresas querem cortar direitos aos trabalhadores.

Carlos Trindade disse que as associações patronais querem instituir banco de horas, alterar o horário de trabalho noturno e reduzir o pagamento das horas extraordinárias para 40%, estando dispostas a dar em troca 1,5% de aumento.

Os trabalhadores rejeitam os cortes e querem aumentos salariais.

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