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Bloco defende renegociação da dívida da Madeira e do país

Na Madeira até o PSD e o CDS defendem a renegociação da dívida da região. Catarina Martins assinala que “um em cada três euros da Madeira não pode ir para o serviço da dívida”, defende a renegociação da dívida da Madeira e do país e salienta que o Bloco “nunca assumiu uma posição na Madeira que não fosse capaz de respeitar no continente”.
Catarina Martins e Roberto Almada em ação de campanha do Bloco no Funchal, nesta quinta-feira 26 de março de 2015

A porta-voz do Bloco de Esquerda esteve nesta quinta-feira na Região Autónoma da Madeira, participou nas atividades de campanha eleitoral e interveio num jantar com bloquistas, onde também intervieram Roberto Almada e Rodrigo Trancoso.

Prova dos nove feita à política de austeridade e o falhanço é completo”

Catarina Martins comentou os dados divulgados pelo INE que apontam para um défice orçamental de 4,5% e afirmou:” Cortou-se tanto na vida das pessoas para depois o défice estar na mesma, nos 4,5%. Tanta recessão, tanto sofrimento, em nome de quê? Tanta destruição do país, em nome de quê? Essa é a pergunta que as pessoas devem fazer hoje. Confrontadas com as políticas de austeridade em todo o país e questionadas sobre se valeu a pena, a resposta é que não. Não valeu a pena”.

A porta-voz do Bloco salientou também que “a Madeira tem austeridade em dobro, porque além do memorando da troika tem o PAEF [Programa de Ajustamento Económico e Financeiro da Região Autónoma da Madeira – PAEF-RAM]”.

“O que é que a austeridade trouxe? Provocou a maior recessão de sempre desde que há registos em Portugal. Quando vamos ver os números, nada do que foi prometido foi cumprido. Serviu para nada. Menos salário, menos emprego, menos pensões, um Estado Social destruído e as contas públicas ficaram pior. Prova dos nove feita à política de austeridade e o falhanço é completo”, sublinhou a porta-voz do Bloco.

Catarina Martins apontou então que “este é o momento das propostas que contam para reconstruir o país”, defendendo que é preciso “assumir que o país tem um problema de dívida e fazer a sua renegociação”.

Um em cada três euros da Madeira não pode ir para o serviço da dívida”

“Assumir que a Madeira não pode estar daqui a um ano a pagar 30% do seu orçamento para o serviço da dívida. Um em cada três euros da Madeira não pode ir para o serviço da dívida. Não é possível a região sobreviver assim. A prova dos nove da austeridade está feita. A austeridade chumba”, realçou a deputada.

Catarina Martins defendeu então a renegociação da dívida da Madeira e do país e sublinhou, em crítica aberta ao PSD e ao CDS, que o Bloco de Esquerda não tem “uma posição num sítio e uma posição diferente no outro”. “Coerentemente e convictamente respeitamos a autonomia da Madeira mas coerentemente e convictamente, quando defendemos a renegociação da dívida da Madeira também temos a coragem para defender a renegociação da dívida do país”, realçou a porta-voz do Bloco.

Retirar a maioria absoluta ao PSD”

Na sua intervenção no jantar de campanha, Catarina Martins lembrou ainda o dirigente bloquista madeirense Paulo Martins, recentemente falecido, denunciou o jardinismo e o clientelismo e afirmou a determinação do Bloco “em retirar a maioria absoluta ao PSD, porque essa é a melhor forma de combater a corrupção o clientelismo”.

Roberto Almada, cabeça de lista do Bloco às eleições regionais que se realizam no próximo domingo 29 de março, apresentou as primeiras medidas que o Bloco de Esquerda proporá na futura Assembleia Regional:

- “Criação de um complemento de pensão para reformados e pensionistas que tenham como pensão um valor inferior ao salário mínimo nacional”, o que já existe nos Açores;

- “Majoração do atual acréscimo regional ao salário mínimo nacional em vigor na região autónoma da Madeira, cujo valor não deve ser inferior a 545 euros por mês”;

- “Novas e melhores medidas na área da saúde, nomeadamente o fim das taxas moderadoras na região”

- “Moralizar a política, acabando com a situação em que políticos acumulam pensões com vencimento” (casos do presidente do governo regional e do presidente da assembleia regional).

Roberto Almada sublinhou ainda a necessidade de impedir a maioria absoluta do PSD e, tal como os restantes oradores e oradoras, a sua convicção de que o Bloco de Esquerda voltará à Assembleia Regional da Madeira no próximo domingo.

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