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Fenprof quer saber quanto custaram as provas dos professores

Mário Nogueira diz que estamos a assistir ao "funeral" de uma prova que "apenas serve para satisfazer a obstinação de um ministro". E acusa Nuno Crato de má gestão dos recursos públicos, ao dispersar os poucos professores que fizeram a prova por várias escolas.
Mário Nogueira diz que a PACC só serviu para afastar professores da docência e satisfazer a teimosia do ministro Nuno Crato. Foto Fenprof.

A polémica Prova de Avaliação de Conhecimentos e Capacidades (PACC) "vai ser enterrada", declarou o líder da Fenprof à agência Lusa em Coimbra. Mário Nogueira esteve numa das escolas onde se realizou a componente específica da prova com "espírito de quem está no funeral" da PACC e confiante em que "esta será a última vez que ela se realiza".

A prova está ainda a ser objecto de acções judiciais por parte dos professores, que aguardam decisão do Tribunal Constitucional após o recuro do Ministério da Educação em relação ao acórdão do Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, que declarou a sua inconstitucionalidade.

"O baixo número de professores em cada sessão da PACC não surpreende. É que mais de 6.000 docentes com menos de 5 anos de serviço nem sequer se inscreveram, pois sabem, por um lado, que a prova não lhes garante emprego (no ano transato, 97 % dos que foram aprovados ficaram sem colocação), por outro, muitos deles já perceberam que esta prova tem os dias contados", afirmou a Fenprof em comunicado.

Para além de repetir argumentos sobre a "inutilidade" da prova inventada por Nuno Crato, o sindicalista pôs ainda em causa a decisão de dispersar os poucos professores que a fizeram por várias escolas em muitos distritos. No caso de Coimbra estiveram três professores a fazer a prova na escola Martim de Freitas, um na secundária Avelar Brotero, outro na Eugénio de Castro e quatro na secundária Infanta Dona Maria. O ministério da Educação "tem de explicar porque é que não concentrou tudo num estabelecimento. Isto é idiota", criticou Nogueira, que irá pedir informações sobre os custos financeiros da prova.

"O baixo número de professores em cada sessão da PACC não surpreende. É que mais de 6.000 docentes com menos de 5 anos de serviço nem sequer se inscreveram, pois sabem, por um lado, que a prova não lhes garante emprego (no ano transato, 97 % dos que foram aprovados ficaram sem colocação), por outro, muitos deles já perceberam que esta prova tem os dias contados", afirmou a Fenprof em comunicado.

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