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Líder do PSD-M tem “um objetivo muito claro: lavar a cara ao jardinismo”

Durante um almoço/convívio em Câmara de Lobos, a deputada Mariana Mortágua referiu que Miguel Albuquerque “é um embaixador de Pedro Passos Coelho na Madeira". O Bloco na Assembleia Legislativa será uma voz "que não cala nem consente”, garantiu, por sua vez, Roberto Almada, cabeça-de-lista bloquista às eleições de 29 de março.
Foto retirada da página de facebook de Paulino Ascenção.

Durante a sua intervenção, Mariana Mortágua elogiou o empenho da estrutura local do Bloco pela "campanha difícil que têm feito, em que nem tudo o que parece é". Segundo a dirigente bloquista, Miguel Albuquerque, “é um embaixador de Pedro Passos Coelho na Madeira, com um objetivo muito claro, lavar a cara ao jardinismo, dar-lhe um novo nome, baralhar as cartas e voltar a dar, para que não nos lembremos que as cartas estão marcadas desde o início."

Adiantando que tem ganho "são sempre os mesmos, seja com o Governo PSD, com o Governo CDS, uma alternativazinha com o PS de vez em quando", a deputada do Bloco centrou-se naqueles "cuja verdadeira cara" tem conhecido nos últimos tempos, enumerando algumas das "cartas marcadas".

"Ricardo Salgado, Zeinal Bava, Henrique Granadeiro, toda a família Espírito Santo, uma lista de VIP's que governou este país durante tanto tempo, que passaram pela comissão de inquérito do BES, e que têm todos uma coisa em comum. Todos pagam ou pagaram muito poucos impostos, todos foram responsáveis por negócios ruinosos para o país e nenhum se lembra de nada", frisou.

Esta "gente que anda esquecida, nunca são esquecidos na altura da negociata por nenhum governo que tenha passado por este pais"

Fazendo referência a vários negócios, como as PPP, os submarinos, a compra de terrenos por "tuta e meia", Mariana Mortágua afirmou que esta "gente que anda esquecida, nunca são esquecidos na altura da negociata por nenhum governo que tenha passado por este pais".

"Agora até têm uma lista VIP nas Finanças, melhor têm uma lista VIP que garante que as Finanças se esquece deles. Portanto, temos aqui um jogo em que são esquecidos quando convém, lembrados quando convém, para acumular sempre mais riqueza à custa daquilo que é público, daquilo que é de todos”, acrescentou.

Para a dirigente bloquista, "a Madeira é o caso mais paradigmático deste regime de promiscuidade entre interesses públicos e privados”.

"A Madeira é o caso mais paradigmático deste regime de promiscuidade entre interesses públicos e privados”.

“Esse tem sido o programa de Alberto João Jardim e vai continuar a ser o programa de Miguel Albuquerque. É este regime de negociatas que perpetua o poder, que instala o medo, que oprime a Democracia, que acaba com qualquer hipótese de haver uma alternativa política que, de facto, mude a vida das pessoas", salientou.

Referindo-se ao offshore da Madeira, Mariana Mortágua afirmou que “o Bloco não defende nem um cêntimo de benefício fiscal para parasitas financeiros: Querem vir criar postos de trabalho e fazer investimento produtivo, pois sim, tenham benefícios fiscais".

Uma voz "que não cala nem consente”

 

Roberto Almada, cabeça-de-lista do Bloco às eleições de 29 de março, lembrou o Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF) para referir que é preciso dizer bem alto que "nós não nos esquecemos do que eles fizeram à Madeira e aos madeirenses".

"Não nos esquecemos porque estamos todos a sofrer, porque eles nos impuseram sacrifícios e castigos. Quantas e quantos de nós temos dificuldades, todos os dias, para meter dentro do nosso frigorífico aquilo que precisamos para sustentar as nossas famílias? Chegamos ao fim do mês falta dinheiro e o frigorífico está vazio. Isto não é demagogia, isto é a verdade de cada dia e que cada um de muitos dos que aqui estamos", avançou.

Durante a iniciativa que teve lugar este domingo, Roberto Almada garantiu que o Bloco na Assembleia Legislativa será uma voz "que não cala nem consente e que tudo fará para combater o Governo Regional, seja ele qual for, fiscalizando-o para não fazerem o que fizeram até agora".

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