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Francisco Louçã defende renegociação da dívida regional da Madeira

Francisco Louçã participou neste sábado numa sessão integrada na campanha do Bloco para as eleições regionais da Madeira, onde defendeu uma auditoria às contas da Madeira e a renegociação da dívida regional, integrada na necessária renegociação da dívida nacional.
Mesa da sessão do Bloco na Madeira

O Bloco de Esquerda realizou neste sábado uma sessão pública com a participação de Francisco Louçã e do economista Ricardo Cabral, para além do cabeça de lista bloquista às eleições regionais, Roberto Almada, e da mandatária Guida Vieira. O presidente da Câmara do Funchal, Paulo Cafôfo, esteve presente na sessão.

Segundo o “Diário de Notícias da Madeira”, Francisco Louçã referiu que na próxima legislatura haverá quem queira "tapar o mais possível" a "economia de privilégios e de favorecimentos" da governação PSD, pelo que considera que verificar as contas e os contratos públicos dos últimos anos é uma das obrigações do parlamento regional.

“Uma auditoria, uma investigação detalhada, por uma comissão que o parlamento regional forme com os técnicos que sejam necessários neste contexto - e certamente na administração pública da Madeira existem muitas pessoas com esta competência - é absolutamente essencial para que estas prevaricações, estes desvarios, estas amizades não passem impunes e se possam ajustar as contas certas que a democracia tem de fazer com quem abusou dela”, salientou o economista.

Louçã apontou também ser preciso integrar a reestruturação da dívida da Madeira numa necessária renegociação da dívida nacional, para que a Madeira não fique separada do resto do país e os problemas não sejam apenas adiados.

A propósito da renegociação da dívida, Francisco Louçã criticou a posição do PS e considerou-a “imprudente e inconsistente”.

“Tem [o PS] cartazes na Madeira a propor a negociação da dívida na Madeira, mas recusa a negociação da dívida de Portugal, não quer falar disso e evita que se fale disso”, criticou Louçã.

Na sessão, o economista Ricardo Cabral traçou um quadro financeiro da região autónoma da Madeira.

Em declarações à comunicação, Francisco Louçã defendeu a aposta numa “economia responsável pelas pessoas” e criticou aqueles que têm encarado o país como o “Portugal dos pequeninos”, “a começar por Pedro Passos Coelho, que não aparece nestas eleições, ou Alberto João Jardim, que está refugiado em algum canto”.

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