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Greve nacional dos trabalhadores da vigilância privada

Em defesa do seu contrato coletivo, os trabalhadores da vigilância privada convocaram greve nacional para os dias 26 e 27 de março e concentrações para a próxima sexta-feira, 20 de março.
Os trabalhadores da vigilância privada fazem greve a 26 e 27 de março e realizam duas concentrações na próxima sexta-feira 20 de março, junto à sede das associações patronais do setor

O Sindicato dos Trabalhadores dos Serviços de Portaria, Vigilância, Limpeza, Domésticas e Actividades Diversas (STAD) denuncia que ao fim de três negociações diretas com o patronato continua a não haver qualquer acordo para a revisão do contrato coletivo.

Segundo o STAD, às negociações diretas só compareceu uma associação patronal (a AESIRF - Associação Nacional das Empresas de Segurança), enquanto a outra associação (AES - Associação de Empresas de Segurança) não compareceu a nenhuma das reuniões, o que para o sindicato “demonstra a total falta de respeito que estes patrões têm pelos trabalhadores, os direitos e as negociações”.

Cortes no pagamento do trabalho extraordinário

O STAD denuncia também que algumas empresas estão a retirar regalias aos trabalhadores, aplicando um contrato assinado pela Fetese/UGT.

Assim, pelo contrato assinado pelo STAD não podem ser aplicados os regimes de horário concentrado e banco de horas e o trabalho extraordinário tem de ser pago pelos seguintes valores: “1ª Hora – 50%; 2ª Hora – 75%; Horário noturno – 100%; Feriado – 100%”. O STAD assinala que “aos trabalhadores sindicalizados na Fetese, os patrões podem pagar todas as horas a 40%”.

O sindicato alerta também que o pagamento do trabalho realizado em dia feriado é pago a 100%, inclusive o feriado de 1 de Janeiro de 2015, enquanto para os trabalhadores sindicalizados na Fetese - o trabalho realizado em dia feriado é pago a 40%.

Greve a 26 e 27 de março, concentrações a 20 de março

O sindicato considera que enquanto tenta negociar “a revisão do CCT dos trabalhadores”, as associações patronais estão a “boicotar” “a revisão do CCT/STAD porque querem acabar com os direitos existentes”.

Por isso, o STAD convoca uma greve nacional para os dias 26 e 27 de março de 2015, para defender “a manutenção dos nossos direitos consagrados no CCT/STAD”, que “são muito valiosos para os trabalhadores do Sector da Vigilância Privada”.

O STAD convoca também concentração de militantes sindicais para a próxima sexta-feira, 20 de março, às 12h na AES (na avenida Álvares Cabral 61, ao Rato em Lisboa) e às 15h na AESIRF (na avenida Carolina Michaelis de Vasconcelos, 28, em Benfica em Lisboa).

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