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Tsipras em Bruxelas com contas em dia com o FMI

O governo grego anunciou que vai pagar hoje os 340 milhões de euros da segunda tranche do empréstimo de 1.5 mil milhões que vence em março. Tsipras reuniu esta sexta-feira com Juncker e Schulz em Bruxelas sobre o andamento das reformas para o crescimento da Grécia.
Foto Alexis Tsipras/Tsipras

Varoufakis tinha prometido que a Grécia não seria o primeiro país a atrasar-se nos pagamentos de empréstimos ao FMI e a promessa foi novamente cumprida esta sexta-feira. Apesar das previsões pessimistas da imprensa económica, anunciando a bancarrota grega com a incapacidade de pagar o empréstimo que vence este mês, o governo grego conseguiu pagar 310 milhões no dia 6 e anunciou que hoje seguem mais 340 milhões de euros para o FMI. Na próxima semana vencem as duas tranches deste empréstimo: 580 milhões na segunda-feira e 350 milhões na sexta-feira.

Depois da assinatura do acordo com a OCDE na quinta-feira, o primeiro-ministro grego esteve esta sexta-feira em Bruxelas para encontros com os presidentes da Comissão e do Parlamento Europeu. Jean Claude Juncker afirmou estar insatisfeito com o progresso das negociações sobre a lista de reformas propostas por Atenas, mas reconheceu que a Comissão não é um interveniente decisivo para essas negociações, desejando que elas terminem com sucesso no quadro do Eurogrupo. Tsipras respondeu dizendo que a Grécia está a cumprir a sua parte do acordo alcançado na reunião dos ministros das Finanças da zona euro de 20 de fevereiro.

Por seu lado, Martin Schulz concordou com Tsipras quanto à necessidade de reforçar a ajuda europeia no combate ao desemprego jovem na Grécia e a trabalhar em conjunto para um plano de crescimento para a Grécia no fim dos quatro meses do prolongamento do empréstimo.

"Até agora, passei 90% do tempo a discutir as medidas a tomar com os nossos parceiros. É altura de discutir o futuro. E um desemprego jovem de 60% não é futuro", afirmou Alexis Tsipras no fim do encontro com o presidente do Parlamento Europeu. Reafirmando que não existe um problema grego porque "a Grécia é um problema europeu", Tsipras reafirmou o seu optimismo quanto às soluções que venham a ser encontradas.

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