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Eurogrupo volta a ameaçar Portugal com mais austeridade

Ministros das Finanças da zona euro duvidam mais uma vez que Portugal consiga um défice abaixo dos 3% do PIB em 2015, tal como se comprometeu, e reafirmam que podem ser necessárias novas medidas. Maria Luís Albuquerque diz que "ajustará a estratégia orçamental se for necessário".
Dijsselboem toca o alarme ao "bom aluno". Foto de EU Council Eurozone.
Dijsselboem toca o alarme ao "bom aluno". Foto de EU Council Eurozone.

O Eurogrupo voltou a advertir esta segunda-feira, em Bruxelas, que Portugal poderá ter de aplicar mais medidas para atingir o compromisso do défice para 2015, um objetivo "ainda ao alcance" mas cujo cumprimento não está assegurado.

Os ministros das Finanças da zona euro manifestaram dúvidas de que Portugal consiga levar o défice abaixo dos 3% do PIB, tal como se comprometeu.

O Eurogrupo nota que Portugal "está a fazer alguns progressos com as reformas estruturais", mas as projeções não apontam ainda para uma "correção atempada do défice excessivo em 2015, embora este objetivo ainda esteja ao alcance".

Medidas efetivas

Observando que a mais recente projeção da Comissão Europeia aponta para um défice de 3,2% do PIB, o Eurogrupo adverte que, nesse cenário, "serão necessárias medidas efetivas para permitir uma melhoria do défice nominal de uma forma durável, de modo a cumprir as regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento".

Nesse cenário, serão necessárias medidas efetivas para permitir uma melhoria do défice nominal de uma forma durável.

A 8 de dezembro de 2014, o Eurogrupo concordou com a avaliação de Bruxelas, feita com base na análise dos planos orçamentais para 2015, "de que há um risco de incumprimento" das regras do Pacto de Estabilidade e Crescimento no caso de Portugal, instando as autoridades a tomar "as medidas necessárias para assegurar uma correção atempada" do processo por défice excessivo.

Ministra diz que vai cumprir

Mas a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, reafirmou acreditar que não serão necessárias medidas adicionais este ano para cumprir o objetivo do défice orçamental.

"Mantemos a nossa posição de que vamos sair do procedimento de défice excessivo em 2015 e de que não serão necessárias medidas adicionais", disse a governante.

Ainda assim, repetiu que o governo se manterá atento e que "ajustará a estratégica orçamental se for necessário".

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