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Retrocesso dos direitos das mulheres marca 8 de Março em Portugal

No dia em que se comemora a luta pelos direitos das mulheres, o Bloco de Esquerda alerta para o aumento da desigualdade salarial, a falta de proteção às vítimas de violência doméstica e a redução dos apoios sociais.
Foto Paulete Matos

Em comunicado às redações, a Coordenadora Distrital do Bloco de Esquerda de Viseu saudou o Dia Internacional da Mulher, recordando que “o país celebra esta data num tempo em que a crise levou a um retrocesso dos direitos das mulheres”, já que Portugal foi o país em que “a desigualdade salarial entre homens e mulheres mais aumentou, de 9,2% em 2008 para 13% em 2013, e são também as mulheres que mais sofrem com o desemprego”.

O Bloco de Esquerda destaca ainda “a redução dos apoios sociais e a ausência de uma política de apoio à família”, com a desregulação das relações laborais a sacrificar especialmente as mulheres trabalhadoras, “pois são pressionadas para trabalhar mais horas, mantendo a jornada de trabalho em casa, nas tarefas domésticas e no cuidado com os filhos”.

“Assumindo-se como um partido feminista, que tem na luta pela igualdade uma das suas matrizes, o Bloco de Esquerda tem-se batido por uma outra política, tendo apresentado, esta semana, um pacote de medidas de combate à discriminação de género e de apoio à família, como o aumento da licença parental para pais e mães e do subsídio parental, o aumento da rede de creches e a reposição dos valores do abono de família, bem como a sua majoração para crianças menos favorecidas”, sublinha o comunicado.

“Assumindo-se como um partido feminista, que tem na luta pela igualdade uma das suas matrizes, o Bloco de Esquerda tem-se batido por uma outra política, tendo apresentado, esta semana, um pacote de medidas de combate à discriminação de género e de apoio à família, como o aumento da licença parental para pais e mães e do subsídio parental, o aumento da rede de creches e a reposição dos valores do abono de família, bem como a sua majoração para crianças menos favorecidas”, sublinha o comunicado.

O Bloco deixa ainda o alerta para o flagelo da violência doméstica, “cujo aumento da visibilidade não foi acompanhado de medidas mais eficazes no apoio às vítimas, colocando praticamente todas as semanas, o país em sobressalto com assassinatos sórdidos, a maioria dos quais vitimando mulheres já sinalizadas como sendo vítimas de violência”.

Por fim, o Bloco de Esquerda exorta as Câmaras Municipais a promoverem Planos de Promoção de igualdade, “que impliquem a criação de gabinetes de apoio, a articulação com as associações que trabalham no terreno, a cedência de habitações e de outros apoios a vítimas e aos seus filhos menores, a promoção de campanhas de sensibilização junto da opinião pública, das escolas e das empresas, entre outras medidas”.

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