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“Cavaco leva o Governo ao colo, independentemente dos escândalos”

Em dia de manifestações por todo o país, o líder da CGTP acusou Passos Coelho de fazer “da mentira a sua dama de companhia”. E diz que o Presidente da República é o principal apoiante do Governo.
Arménio Carlos interveio no fim da manifestação em Lisboa. Foto CGTP.

Milhares de pessoas participaram na jornada de luta em defesa de melhores salários e emprego e contra a desregulação dos horários de trabalho, que a CGTP promoveu em algumas capitais de distrito. Em declarações à Lusa, Arménio Carlos falou das dívidas de Passos Coelho à Segurança Social, considerando que este “não é um processo isolado, é um processo que está inserido em outra linha de funcionamento pessoal e também político, que ele tem tido ao longo dos anos, porque este primeiro-ministro faz da mentira a sua dama de companhia”.

"O que é mais grave é que confirmamos que o Presidente da República é o estratega do desenvolvimento da política do Governo e continua a levar ao colo este Governo, independentemente dos escândalos em que caiu", concluiu Arménio Carlos.

"Não estamos só a falar de alguém que, neste caso concreto, não assume para si os sacrifícios que quer impor aos outros", afirmou o líder da CGTP. “Primeiro afirmou que foi com o desconhecimento dos rendimentos para não pagar impostos e agora a ideia de que não conhecia aquilo que todos os portugueses conheciam: que aquilo que qualquer trabalhador por conta de outrem independente e assim como as entidades patronais têm de descontar para a Segurança Social e estamos perante alguém que continua a persistir numa mentira”, prosseguiu.

"O que é mais grave é que confirmamos que o Presidente da República é o estratega do desenvolvimento da política do Governo e continua a levar ao colo este Governo, independentemente dos escândalos em que caiu", concluiu Arménio Carlos, que também acusou Cavaco de “colocar os interesses partidários à frente da Constituição da República Portuguesa e da vontade do povo”

No discurso de encerramento da manifestação em Lisboa, Arménio Carlos voltou a defender que “é preciso travar a espoliação do património público que as privatizações representam” e recuperar com urgência “controlo do Estado nos principais sectores e empresas estratégicas, nomeadamente na energia, comunicações e telecomunicações, no sector financeiro e nos transportes, como instrumentos fundamentais para nos libertarmos da situação de refém em que os grupos económicos e financeiros nos colocaram e assegurar uma estratégia de desenvolvimento, que responda aos anseios e às necessidades das populações e garanta a coesão social e territorial do país”.

O líder da CGTP saudou ainda as greves previstas para este mês, como a da Administração Pública de dia 13 ou a do Metropolitano de Lisboa a 16 e 18 de março.

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