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Passos sabia que deixou 26 meses por pagar à Segurança Social

O semanário Expresso confrontou o primeiro-ministro com a dívida em 2012, poucas semanas depois da manifestação de 15 de setembro que pôs o governo em cheque. Passos disse que não tinha consciência de que tinha de descontar e que não tinha sido notificado e o Expresso nada publicou.
Notícia do Expresso diz que o semanário sabia da dívida desde 2012, logo depois dos portugueses terem enchido as ruas a pedir a demissão do Governo de Passos Coelho e Paulo Portas.

Na edição deste sábado, o semanário Expresso admite ter sido a origem da informação que Passos disse esta semana ter recebido em 2012 por um jornalista. A notícia das dívidas de Passos Coelho — em plena época de crise do governo justamente por causa da proposta de aumento dos descontos dos trabalhadores — acabou por não ser publicada pelo Expresso, apesar das explicações do primeiro-ministro terem sido as mesmas que deu agora: dizia Passos que não sabia que era preciso descontar para a Segurança Social enquanto trabalhador independente e que não recebera qualquer notificação.

O caso só acabou nas páginas dos jornais nas últimas semanas, por insistência do jornal Público, que fez até com que o primeiro-ministro decidisse pagar a conta que a Segurança Social lhe apresentou. Mas essa conta não abrange os 58 meses de descontos em falta e deixa 26 por pagar. O Expresso adianta que Passos foi informado em 2012 de todos os meses de descontos em falta, tendo aceite pagar apenas a parte que a Segurança Social lhe indicou agora, correspondente a 32 meses.

O caso só acabou nas páginas dos jornais nas últimas semanas, por insistência do jornal Público, que fez até com que o primeiro-ministro decidisse pagar a conta que a Segurança Social lhe apresentou. Mas essa conta não abrange os 58 meses de descontos em falta e deixa 26 por pagar. O Expresso adianta que Passos foi informado em 2012 de todos os meses de descontos em falta, tendo aceite pagar apenas a parte que a Segurança Social lhe indicou agora, correspondente a 32 meses.

Nas respostas enviadas ao Parlamento, Passos Coelho confirma que apenas pagou 2880,26 euros acrescidos de juros de mora de 1034,48 euros, constituindo assim direitos futuros para a sua carreira contributiva. Resta saber o quanto terá aumentado a carreira contributiva do primeiro-ministro, já que a quantia paga não cobre os cinco anos que trabalhou sem descontar um cêntimo para a Segurança Social.

Depois de ter passado uma semana a falar em “acusações infundadas”, esta sexta-feira, o primeiro-ministro admitiu numa declaração ao semanário Sol que foi alvo de processos de execução fiscal entre 2003 e 2007, justificando-os assim: “Uma ou outra vez por distração, outras vezes por insuficiência de meios financeiros, tive falhas no relacionamento com a autoridade tributária”. Passos Coelho diz que nunca contestou as multas nem recorreu a advogados ou a “manobras processuais dilatórias”

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