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Portugal é o país da UE onde a diferença salarial entre géneros mais cresceu

Em 2008, os salários dos homens, em Portugal, eram 9,2% superiores aos das mulheres. Em 2013, essa diferença passou para 13%. Este aumento do fosso salarial entre géneros, de +3,8%, foi o maior entre todos os países da União Europeia.
Entre 2008 e 2013, aumento do fosso salarial entre géneros, em Portugal, foi de +3,8%. Foto de Paulete Matos
Entre 2008 e 2013, aumento do fosso salarial entre géneros, em Portugal, foi de +3,8%. Foto de Paulete Matos

Um estudo divulgado pelo Eurostat às vésperas do Dia Internacional da Mulher revela que o fosso salarial entre géneros ficou em 16,4% na União Europeia sendo, de um lado, inferior a 5% na Eslovénia e, do outro, superior a 20% na Estónia, Áustria, República Checa e Alemanha. A diferença em Portugal é de 13,0%, abaixo da média da UE, mas foi aqui que a diferença salarial entre homens e mulheres mais aumentou entre 2008 e 2013 – passou de 9,2% para 13,0%. Os outros países onde esta diferença mais aumentou foram a Espanha (3,2%), a Letónia (2,6%) e a Itália (2,4%).

Assinale-se que na maioria dos países da União Europeia, neste espaço de tempo, o fosso salarial entre homens e mulheres diminuiu.

O mesmo estudo analisa a diferença entre homens e mulheres em termos de emprego, e entre os empregados, a percentagem de part-time.

Assim, em toda a União Europeia, o índice de emprego das mulheres foi de 62,6% em 2013, sendo que cerca de um terço trabalhava em part-time. Entre os homens foi de 74,2%, marcando um fosso de 11,6 pontos percentuais. Apenas 8,2% dos homens trabalhavam em part-time.

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