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Bloco quer acesso a registo contributivo de Passos Coelho

Num requerimento endereçado ao primeiro-ministro, a deputada bloquista Mariana Aiveca solicita ainda “toda a documentação trocada com o Instituto da Segurança Social”. “Todos temos interesse em que esta questão seja clarificada, a bem da transparência e da responsabilidade”, salientou a dirigente do Bloco de Esquerda em declarações aos jornalistas.
Foto de Tiago Petinga, Lusa.

Sublinhando que “o que quer ver esclarecido não tem nada a ver com a vida privada do senhor primeiro-ministro, mas sim com a responsabilidade política, com as obrigações legais de quem chefia o governo português”, Mariana Aiveca afirmou que não é aceitável que Passos Coelho “nos venha dizer que desconhecia as suas obrigações perante a Segurança Social”.

"Logo ele que cortou bolsas de estudo a estudantes universitários por força de os seus pais não terem contribuições pagas ou terem alguma dívida", frisou.

A deputada bloquista lembrou que “a obrigatoriedade dos trabalhadores independentes pagarem a Segurança Social é de 1982, e, portanto, não pode o primeiro ministro vir invocar desconhecimento numa espécie de responsabilização dos serviços da Segurança Social”.

"Pedro Passos Coelho, na sua ingenuidade, até poderia desconhecer que tinha de descontar para a Segurança Social. Durante estes anos, como todos nós, ele fez o preenchimento da declaração de IRS - e se formos ao anexo B estão lá todas as despesas, incluindo as contribuições obrigatórias para a segurança social. Então, durante cinco anos consecutivos, passadas cinco declarações de IRS, o senhor primeiro-ministro nunca deu conta que havia lá um quadrozinho em que era obrigado a dizer quanto descontou para a segurança social? Isto é no mínimo caricato", acrescentou Mariana Aiveca.

Fazendo ainda referência à “aparente discrepância, noticiada pelo Público, entre o valor regularizado e o montante, de facto, em dívida”, a dirigente do Bloco de Esquerda defendeu que “todos temos interesse em que esta questão seja clarificada a bem da transparência e da responsabilidade”.

No requerimento endereçado ao primeiro-ministro os bloquistas solicitam o registo contributivo de Pedro Passos Coelho entre 1999 e 2004 e toda a documentação trocada com o Instituto da Segurança Social, notificando-o dos valores em falta e sobre a existência ou não de montantes em falta no seu histórico contributivo.

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