You are here

Histórico do Syriza critica acordo com o Eurogrupo

Manolis Glezos é um veterano da resistência grega anti-nazi e uma figura histórica da esquerda. O eurodeputado do Syriza, criticou no domingo, em carta aberta, o acordo firmado pelo Eurogrupo na sexta-feira. Na imprensa, fontes do governo Tsipras afirmam que "é provável que Manolis Glezos não está bem informado sobre a dura e penosa negociação que está em curso, uma negociação para recuperar a dignidade do povo grego".
Alexis Tsipras e Manolis Glezos.

A carta aberta de Manolis Glezos, na íntegra:

Antes que seja tarde demais

Chamar instituições à troika, acordo ao memorando e parceiros aos credores - não se muda a situação anterior chamando chamando carne ao peixe.

É claro que não se pode mudar o voto do povo grego nas eleições de 25 de janeiro de 2015.

O povo votou no que o Syriza prometeu: remover a austeridade, que énão apenas a estratégia das oligarquias da Alemanha e de outros credores da UE, mas também da oligarquia grega. Remover os memorandos e a troika e abolir todas as leis da austeridade.

No dia seguinte às eleições, abolimos legalmente a troika e as suas consequências. Agora, passou um mês e as promessas não passaram à prática.

Pena, muita pena. Pela minha parte, peço desculpas ao povo grego porque contribui para esta ilusão.

Antes que seja demasiado tarde, devemos reagir.

Militantes do Syriza, amigos e apoiantes a todos os níveis da organização devem decidir em reuniões extraordinárias se aceitam esta situação.

Alguns argumentam que, para conseguir um acordo, se deve recuar.

Primeiro: não pode haver nenhum compromisso entre oprimido e opressor.

Entre escravo e ocupante, a única solução é a liberdade.

Mas mesmo que aceitemos este absurdo, as concessões já feitas pelos anteriores governos pró-austeridade em termos de desemprego, austeridade, pobreza e suicídios ultrapassaram todos os limites.

Artigos relacionados: 

Termos relacionados Internacional
Comentários (1)