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Greve do pessoal não docente fecha centenas de escolas

Trabalhadores exigem a abertura de concursos para a integração dos que hoje exercem funções permanentes nas escolas, mas trabalham sujeitos à precariedade. Defendem também as 35 horas semanais, a valorização da carreira e a tabela salarial.
Sindicatos denunciam que o setor está a ser suportado por "milhares de trabalhadores precários". Foto de Paulete Matos
Sindicatos denunciam que o setor está a ser suportado por "milhares de trabalhadores precários". Foto de Paulete Matos

A greve dos trabalhadores não docentes levou esta sexta-feira ao encerramento de centenas de escolas em todo o país, mais de uma dezena em Lisboa. Segundo a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais, a grande maioria das escolas do distrito do Porto estão fechadas.

A Federação anunciou também que alguns concelhos têm todas as escolas fechadas devido à greve, como os concelhos de Santarém, Azambuja e Entroncamento.

Segundo a sindicalista Lurdes Ribeiro, ouvida pela Lusa, "os trabalhadores estão a aderir em massa, até porque se identificam por completo com as reivindicações, essencialmente com a que se relaciona com a falta de pessoal. Faltam cerca de seis mil trabalhadores a nível nacional".

Os trabalhadores exigem a abertura de concursos para integrar funcionários que se encontram a exercer funções com caráter permanente e reclamam a valorização da carreira e da tabela salarial.

Os sindicatos denunciam também que são recrutados funcionários sem experiência de trabalho com crianças a 3,20 euros à hora, estando o setor a ser suportado por "milhares de trabalhadores precários".

Os representantes dos trabalhadores equacionam novas formas de luta, que poderão passar por outra greve, uma grande manifestação ou outras iniciativas.

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