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OPA sobre o BPI

Segundo o site do jornal espanhol “El Pais”, a CaixaBank da Catalunha vai lançar esta terça-feira uma OPA sobre 100% do capital do BPI, mas quer mudar os seus estatutos, para controlar mais de 50% dos direitos de voto. A CaixaBank já tem 44% do banco, mas só tem 20% dos votos, devido às normas internas do BPI.
A CaixaBank da Catalunha quer adquirir o BPI

A CaixaBank condiciona a OPA à mudança dos estatutos, para eliminar o teto de 20% dos votos. Segundo o “El Pais”, a CaixaBank poderá, caso compre o BPI, tentar adquirir depois o Novo Banco.

Após o lançamento da OPA, os supervisores pronunciar-se-ão – o BCE e o Banco de Portugal, não esperando a CaixaBank que os supervisores levantem problemas. Posteriormente, a OPA será registada e deverá realizar-se uma assembleia geral de acionistas, em que 75% dos acionistas com direito a voto poderão mudar os estatutos, eliminando o teto de 20% no direito de voto.

A OPA só realmente se realizará se os estatutos forem mudados e o teto de 20% no direito de voto for eliminado. Caso contrário, a CaixaBank desiste da operação.

O jornal espanhol salienta que o BPI é o terceiro banco privado português, controla 42.600 milhões de euros em ativos e valia, no encerramento da Bolsa nesta segunda-feira, 1.520 milhões de euros.

CaixaBank cresceu um terço com as aquisições durante a crise

A CaixaBank comprou cinco bancos desde 2010: Caixa Girona, Bankpyme, Banca Cívica, Banco de Valência e a filial espanhola do Barclays.

Segundo o “El Pais”, a CaixaBank está há meses a trabalhar nesta OPA e os supervisores veriam com bons olhos a aquisição, devido às dificuldades que o BPI atravessa, tendo perdido 161 milhões de euros em 2014.

O jornal sublinha que o BPI sofreu fortemente com a crise, tendo o seu ativo baixado 10%, os créditos diminuído 24% e os depósitos crescido 23%, desde 2009. O crédito mal parado do banco é de 5,4%.

A notícia do “El Pais” refere que a CaixaBank terá como objetivo vir adquirir o Novo Banco, para o que reforçaria os fundos próprios do BPI, após a aquisição.

A junção do BPI com o Novo Banco daria origem ao maior banco de Portugal, com ativos de 120.000 milhões de euros, superando a Caixa Geral de Depósitos.

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