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Que sentido faz para a Letónia ter a taxa de câmbio indexada ao euro

Num recente artigo os economistas defendem que as políticas restritivas que estão a ser adoptadas, com o apoio do FMI, estão a levar a economia a uma recessão superior à que os EUA viveram nos anos 30. Apontam o exemplo argentino entre 1999 e 2002.

O que se passa na pequena economia do báltico que, em dois anos, já contraiu 25%? Como podem as políticas monetária e orçamental estar a ser altamente restritivas no meio de uma crise de tamanha dimensão? A resposta está na política de taxa de câmbio indexada ao euro, respondem os economistas em tom crítico.

Os economistas analisam a evolução da economia da Letónia em vários indicadores económicos e financeiros e as políticas que estão a ser adoptadas sob a égide do FMI e o apoio da EU. Recordam o que se passou na crise Argentina ente 1999 e 2002. Argumentam que a Letónia deveria desvalorizar a sua moeda.

Face ao risco de enfrentar uma crise de pagamentos a Letónia viu-se obrigada a pedir dinheiro ao FMI e a aceitar uma receita de ajustamento económico muito dura, com os objectivos de recuperar a credibilidade do país, de manter a indexação ao euro. As políticas orçamental e monetária estão por isso a ser pró-cíclicas Os economistas defendem que esta opção é um erro. Defendem uma desvalorização cambial controlada e propõem mecanismos para os fazer. O Estado e os bancos perderiam algum dinheiro, mas a população seria beneficiada.

O caso da Letónia dá pistas sobre o que provavelmente se estaria a passar em Portugal ou na Grécia, caso não fizessem parte da Zona Euro…

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Resto dossier

Eurocrise

O agravamento da crise económica grega expôs a fragilidade do modelo actualmente seguido pelo Banco Central Europeu. Este dossier discute a crise da união monetária europeia. No dossier sobre o Orçamento de Estado de 2010 destacamos os artigos de Joseph Stiglitz e Ricardo Mamede, que discutiam a ameaça do colapso do euro e da integração europeia e a necessidade do apoio da União Europeia (UE) à Grécia.

Grécia, à beira do abismo, refém da Alemanha

Atenas afrontou a crise económica mundial sem efectuar cortes especiais no orçamento, ao mesmo tempo que a crise trazia à luz o défice público que o governo de direita tinha escondido de modo fraudulento.

Anatomia de uma Euro-trapalhada

O centro da crise, em termos económicos, é a Espanha, e não resultam de qualquer irresponsabilidade fiscal. Tais problemas são o resultado de “choques assimétricos” dentro da Zona Euro.

Porque é que consideram a China um problema e a Alemanha não?

Não é sustentável a prazo que economias sujeitas à mesma política monetária e à mesma taxa de câmbio tenham posições tão distintas nas suas balanças externas. Parece cada vez mais consensual que a sustentabilidade do euro (e, em última análise, da integração europeia) não dispensa um reforço significativo da coordenação das políticas económicas da UE.

Gregos devem combater uma UE neoliberal

Se a Grécia cair, é certo que os mercados atacarão Espanha, Portugal, a Itália e a Grã-Bretanha, enquanto a Comissão Europeia, ostentando as vestes de um coro trágico, lavará as mãos como Pôncio Pilatos.

Uma Europa de princípios não deixaria a Grécia sangrar

A menos que haja uma regra para os grandes e poderosos e outra para os pequenos, a União Europeia deve apoiar a nova liderança de Atenas.

Que sentido faz para a Letónia ter a taxa de câmbio indexada ao euro

A Letónia, que aspira entrar na Zona Euro, mantendo uma taxa de câmbio indexada à moeda única enfrenta uma crise de dimensões impressionantes: em dois anos o PIB caiu 25% e deverá cair mais 4%. Já teve de pedir ajuda ao FMI. A taxa de desemprego já vai nos 22%. Neste contexto, que sentido faz manter a taxa de câmbio indexada à moeda europeia? Nenhum, respondem dois economistas do centro de investigação norte-americano CEPR.

Resenha de e.conomia.info

"É impossível sair da crise se não se apoia o emprego"

O presidente do Synaspimos da Grécia, Alexis Tsipras, diz ao Esquerda.net que é preciso apresentar uma solução alternativa à crise, reunindo os países da União Europeia que são as cobaias, como Portugal, Espanha e Grécia.

A crise económica grega aproxima-se dos EUA

Começou em Atenas. Está a estender-se a Lisboa e Madrid . Mas seria um erro grave supor que a crise da dívida soberana que se está a desdobrar ficará confinada às economias mais fracas da zona euro. Porque isso é mais do que apenas um problema mediterrâneo de âmbito local . É uma crise fiscal do mundo ocidental. Suas ramificações são muito mais profundas que a maioria dos investidores supõe actualmente.

Publicado Global Research