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Greve de técnicos de diagnóstico com adesão superior a 85%

A greve de dois dias dos técnicos de diagnóstico e terapêutica tem no primeiro dia uma adesão de entre 85% e 90%. Centenas de técnicos concentraram-se à tarde junto ao ministério da Saúde, exigindo a revisão da carreira e defendendo “os serviços públicos de saúde e, em especial, o SNS”.
Concentração dos técnicos de diagnóstico e terapêutica - Foto de Manuel Almeida/Lusa

Os técnicos de diagnóstico e terapêutica denunciam que a sua carreira não é revista há 14 anos e, na concentração desta tarde, mostram cartazes com frases como "carreira em saldo não" ou "queremos a revisão da carreira já".

A greve de dois dias destes técnicos foi convocada pelo Sindicato dos Técnicos Superiores de Saúde das áreas de Diagnóstico e Terapêutica (STSS), tendo-se iniciado às zero horas desta quinta-feira, 12 de fevereiro, e decorrendo até às 23.59h de sexta-feira.

O presidente do STSS, Almerindo Rego, disse à Lusa que a adesão à greve se situa entre 85% e 90%.

A greve pode afetar serviços de análise clínica e outros exames de diagnóstico e terapêutica e pode ter impacto em cirurgias programadas.

Segundo a agência Lusa, o pré-aviso de greve apontava que esta ação é um protesto contra “o bloqueio negocial das carreiras, imposto pelo Governo, em clara violação da lei”.

Em causa está também “a não revisão das carreiras, associado ao congelamento dos escalões e dos concursos, dos cortes salariais e da depreciação do pagamento do trabalho extraordinário, atingir quase 50% das remunerações a que os técnicos de diagnóstico e terapêutica têm direito”.

O Bloco de Esquerda solidarizou-se com a luta destes trabalhadores e a deputada Helena Pinto, acompanhada da dirigente bloquista Cristina Andrade, estiveram na concentração

O pré-aviso de greve aponta ainda que o “desemprego galopante, a não substituição dos profissionais aposentados e consequente aumento das cargas de trabalho, desrespeito pelas escalas de trabalho, violações do direito aos descansos semanais e compensatórios e dos limites do trabalho extraordinário, sobrecarga dos regimes de trabalho, com risco para a segurança dos doentes e a qualidade dos desempenhos” são outros dos motivos da greve.

Em comunicado, o STSS considera que o Governo “agravou a discriminação e a violência institucional que vem exercendo sobre” estes profissionais.

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