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Alto-comissário para as migrações investiga violência racial sobre jovens da Cova da Moura

O alto-comissário para as Migrações, Pedro Calado, quer saber se houve violência racial por parte de polícias da esquadra de Alfragide contra jovens da Cova da Moura. Nesta quinta-feira, realiza-se uma concentração contra a violência policial em frente ao parlamento, às 17h.
Cartaz convocando a concentração contra a violência policial

Segundo o jornal “Público” desta quinta-feira, o alto-comissário para as Migrações abriu um processo contra-ordenacional contra os polícias da esquadra de Alfragide, que foram acusados por seis jovens da Cova da Moura de tortura e abuso de poder.

Estes jovens denunciaram ao jornal que foram insultados pelos agentes da PSP com frases de ódio racista: “Disseram que nós, africanos, temos de morrer”, “vocês têm sorte que a lei não permite, senão seriam todos executados” ou “deviam alistar-se no Estado Islâmico”.

O alto-comissário para as Migrações disse ao “Público” que “a queixa tem como objetivo validar os alegados factos. É uma situação que nos tem preocupado e temos estado a acompanhar”.

Cinco dos seis jovens foram detidos na passada quinta-feira, 5 de fevereiro, quando procuravam informações na esquadra de Alfragide sobre o outro jovem, preso na Cova da Moura, nessa tarde. O Ministério Público pediu a prisão preventiva dos jovens, mas o Tribunal de Sintra libertou-os, com a medida menos gravosa de termo de identidade e resistência.

Por sua vez, os jovens, dois dos quais são dirigentes da Associação Moinho da Juventude, apresentaram, queixa-crime por tortura no Ministério Público de Almada.

Na tarde desta quinta-feira, 12 de fevereiro, a partir das 17h realiza-se uma concentração contra a violência policial em frente à Assembleia da República, convocada por moradores da Cova da Moura e diversos coletivos.

A associação SOS Racismo, que convoca a concentração, afirma:

“É tempo de acabar com a impunidade dos abusos e da violência policiais bem como, com os silêncios cúmplices em torno da violência racista do estado. É urgente que os silêncios sejam rompidos, que a impunidade seja denunciada e combatida para que se abra finalmente a possibilidade real de se fazer justiça contra o racismo e a violência policial”.

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