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Tsipras: "Não vamos recuar, a Grécia não vai voltar ao tempo da submissão"

Alexis Tsipras reforçou esta terça-feira no parlamento que a Grécia não vai pedir a extensão do plano de assistência e acusou Schäuble de “propor coisas irracionais, para pedir uma perpetuação do erro". “Acabou-se”, ameaçou, por sua vez, o ministro das finanças alemão. Moção de confiança no executivo grego foi aprovada com votos do Syriza e Gregos Independentes.
Foto retirada do facebook de Alexis Tsipras.

"O dia 25 de janeiro marcou o fim dos memorandos de austeridade. Não temos o direito de trazê-los de volta!", afirmou no parlamento o primeiro ministro grego, antes de ver aprovada uma moção de confiança que mereceu os votos favoráveis dos 162 deputados da coligação governamental, e os votos contra de toda a oposição - Aurora Dourada, To Potami, KKE, Nova Democracia e PASOK.

"Não vamos recuar, a Grécia não vai voltar ao tempo dos planos de assistência e da submissão", acrescentou.

Acusando o ministro das Finanças da Alemanha de propor “coisas irracionais, para pedir uma perpetuação do erro", o líder do Syriza reforçou que, por mais que Schäuble tente exercer pressão, o governo grego não vai pedir a extensão do programa de assistência.

Tsipras sublinhou que “respeita o peso económico e político especial” de países como a Alemanha, alertando, contudo, que "aqueles que apostam no conflito e no poder compreenderão rapidamente que cometem um trágico erro". "só prejudicam a Europa”, frisou.

O primeiro ministro grego reforçou que o seu governo reivindica "tempo e espaço" para alcançar um acordo-ponte "de curto prazo" por forma a fazer face às "obrigações até que seja alcançado um acordo global".

O líder do Syriza clarificou que não está em causa, de forma alguma, uma extensão do programa de assistência e que o acordo não implicará "condições de austeridade". Segundo Tsipras, não se trata de um "novo empréstimo", na medida em que o mesmo será financiado com os 1,9 mil milhões de euros de "lucros" resultantes das compras realizadas em títulos de dívida grega que a Grécia reclama do Banco Central Europeu.

O executivo de Alexis Tsipras requer ainda o aumento do teto de emissão dos Títulos do Tesouro em 8 mil milhões de euros.

“Aceitamos 0% do memorando”

O ministro das Finanças grego referiu, por sua vez, que o governo do Syriza é "o primeiro que chega a um Eurogrupo com a cabeça erguida" e que "o voto de confiança assinala o curso de pós-memorando do país".

Yanis Varoufakis salientou que a intenção da Grécia em Bruxelas será negociar um novo acordo que não seja "tóxico", sublinhando que os gregos aceitam 0% do memorando que condenou o país a uma situação de verdadeira calamidade económica e social.

“Acabou-se”, ameaça Schäuble

O ministro das Finanças alemão frisou que, caso a Grécia não aceite a tranche final do atual programa de assistência da troika, então “está tudo acabado”.

Schäuble afirmou que os ministros das Finanças da zona euro, reunidos em Bruxelas esta quarta-feira, não vão negociar um novo acordo para o país, já que está em vigor um programa que foi alcançado “após árduas negociações”.

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