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Professores dão música ao ministro da Educação em protesto contra salários em atraso

Centenas de docentes manifestaram-se em frente ao Ministério da Educação contra a demora nas transferências de verbas devidas ao ensino artístico especializado. O deputado bloquista Luís Fazenda acusou o Governo de “não falhar absolutamente em nada do que tem a ver com os mercados”, enquanto “falha em tudo o que tem a ver com as pessoas”.
Foto de Paulete Matos.

Esta segunda-feira, professores, pais e alunos, vindos de vários pontos do país, expressaram a sua indignação face ao atraso, por parte do executivo PSD/CDS-PP, no pagamento das verbas devidas às escolas de ensino artístico, que, através de parcerias com o Ministério da Educação e Ciência (MEC), asseguram o acesso ao ensino da música e da dança aos jovens de todo o país.

O atraso nas transferências já condenou vários estabelecimentos a uma situação de verdadeira falência técnica e deixou inúmeros docentes sem salário nos últimos seis meses.

A iniciativa, que contou com a presença do maestro António Vitorino de Almeida, incluiu vários momentos musicais, terminando com a música “Acordai” de Lopes Graça.

O Governo “falha em tudo o que tem a ver com as pessoas”

Mário Nogueira, secretário geral da Fenprof, e Luís Fazenda na manifestação. Foto de Paulete Matos

O deputado bloquista Luís Fazenda participou neste protesto, que juntou todos aqueles que estão “chocados com a insensibilidade de um ministro que é um erro Crato”.

O dirigente do Bloco de Esquerda lamentou que “a incompetência de um ministério, bem documentada pelo Tribunal de Contas”, contraste com a competência de um executivo que “não falha um prazo no pagamento dos juros da dívida, não falha uma obrigação no mercado de capitais”.

O Governo PSD/CDS-PP “não falha absolutamente em nada do que tem a ver com os mercados mas falha em tudo o que tem a ver com as pessoas”, frisou.

Luís Fazenda afirmou ainda que “choca muito que exista uma contabilidade criativa para artificializar défices esquecendo as pessoas, esquecendo aqueles que se dedicam às suas carreiras, aos seus ideais e aos seus sonhos”.

“As pessoas primeiro. E isso quer dizer estabilidade no trabalho. Quer dizer respeito pelos salários. E, neste caso, pela cultura. E foi isso que nos trouxe aqui”, salientou, lembrando que o Bloco já apresentou na Assembleia da República uma iniciativa legislativa que visa assegurar a estabilidade e financiamento da rede de ensino artístico especializado.

O deputado dirigiu-se ainda aos pais, alunos, professores, técnicos e a todos aqueles que são amigos das “escolas que prestam um serviço inestimável ao país, que são a marca da modernidade do país e do sistema educativo”, destacando que “a luta é certa e ela tem que ter uma vitória”.

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