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Algarve: Caravana de protesto cruzou a fronteira contra as portagens

A campanha pelo fim das portagens na Via do Infante juntou este sábado automobilistas dos dois lados da fronteira na ponte internacional do Guadiana.
Cerca de uma centena de automóveis cruzaram a ponte internacional em protesto contra as portagens da A22. Foto João Conceição.

A “Marcha internacional do Guadiana pela livre circulação na A22 – Portagens Basta” foi convocada pela Plataforma Hispano-portuguesa Contra as Portagens na Via do Infante, que junta a Comissão de Utentes da Via do Infante, o Bloco de Esquerda, o Podemos e a Izquierda Unida.

O protesto deste sábado atravessou a ponte que une os dois países e contou com a participação de autarcas algarvios, como o edil de Tavira, Jorge Botelho que preside à Comunidade Intermunicipal do Algarve. “Acho que as portagens não deviam ter sido introduzidas, por isso, qualquer coisa que se faça no sentido de diferenciar, diminuir ou suspender é positivo”, defendeu o autarca, citado pela agência Lusa.

À falta de alternativas válidas à A22, a luta contra as portagens irá manter-se ativa para que o “próximo Governo tenha a coragem, já que este não tem, de suspender as portagens”, defendeu João Vasconcelos.

“Esta medida causou também transtornos nas relações transfronteiriças com Espanha e a Andaluzia, por isso também decidi marcar presença neste protesto”, explicou Jorge Botelho, acrescentando que é urgente que o Governo avalie o impacto negativo das portagens na vida e na economia da região.

Para o dinamizador da Comissão de Utentes da Via do Infante, João Vasconcelos, não há nenhuma dúvida que a introdução das portagens na A22 tem “causado prejuízos económicos gravíssimos ao Algarve, a Ayamonte e à província espanhola de Huelva”. “Já fizemos muitas dezenas de protestos, de iniciativas, este é mais um, hoje contámos com a presença dos nossos amigos espanhóis e é para demonstrar que as portagens não têm viabilidade no Algarve”, acrescentou João Vasconcelos.

À falta de alternativas válidas à A22, a luta contra as portagens irá manter-se ativa para que o “próximo Governo tenha a coragem, já que este não tem, de suspender as portagens”, concluiu João Vasconcelos.

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